Infarto: sintomas e causas

Descubra também os tipos da doença e os fatores de risco para o problema

A demora no atendimento a uma pessoa infartada pode agravar seu diagnóstico
A demora no atendimento a uma pessoa infartada pode agravar seu diagnóstico - Shutterstock

por Redação
Publicado em 05/04/2021 às 17:07
Atualizado às 17:07

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O infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco (como é comumente chamado) é uma das doenças que mais preocupam, uma vez que os danos podem ser fatais. 

Acontece da seguinte maneira: o coração bombeia o sangue naturalmente, processo que leva consigo nutrientes e oxigênio por todo o corpo. Entretanto, esse processo natural pode ser interrompido quando o caminho se encontra bloqueado. 

As artérias coronárias, ou seja, aquelas que levam o oxigênio para o bom funcionamento do coração, podem ser obstruídas por um coágulo sanguíneo, que vem acompanhado de um ateroma, que nada mais é do que uma placa de gordura, que sofre uma espécie de ruptura. 

Com isso, inicia-se uma corrida contra o tempo: quanto maior o período demorado para o socorro, maiores são as chances de que essa região do coração sofra danos permanentes. 

Os espasmos das artérias coronárias também são responsáveis pelo desenvolvimento de infartos, já que esse processo pode acabar interrompendo o fluxo sanguíneo. Além disso, quando o fluxo sanguíneo que vai para o coração se encontra em níveis muito baixos, o transtorno também pode se manifestar.

 “O infarto é causado por fatores que levam à morte das células do coração. Dessa forma, qualquer agressão a esse órgão pode causar o problema. A principal causa de infarto é a oclusão de uma artéria do coração, causando a falta de nutrientes e de oxigênio à célula cardíaca. Alguns dos fatores que levam a esse fechamento das artérias são a pressão alta, o excesso de colesterol no sangue, a predisposição genética, o estresse, o diabetes e o tabagismo. A prevenção do infarto deve ser feita a partir de hábitos de vida saudáveis, evitando-se o sedentarismo, tendo uma alimentação balanceada e tratando as outras doenças. Nunca se esqueça de que o cigarro deve ser eliminado”, completa o cardiologista Luis Augusto Dallan.

Tipos de infarto 

Obstrução por coágulo
O que é: quando um trombo - ou coágulo - acaba se formando e obstruindo a artéria, o que impede a passagem do sangue.
Principais fatores de risco: fatores emocionais, como estresse e depressão, e certos fatores genéticos.

Obstrução por gordura
O que é: ocorre quando as placas de gordura se fixam nas paredes das artérias, impedindo que o fluxo sanguíneo circule livremente. Quando a artéria se entope totalmente, dá-se início ao infarto.
Principais fatores de risco: hipertensão, colesterol descontrolado, maus hábitos alimentares, obesidade, tabagismo e diabetes.

Obstrução brusca
O que é: acontece quando as paredes das artérias se contraem de forma brusca, dificultando a passagem do fluxo sanguíneo e prejudicando a irrigação, o que ocasiona o infarto.
Principais fatores de risco: nesse caso, além de fatores genéticos e emocionais, ainda pode-se citar o uso de drogas fortes.

Como identificar o infarto? 

O cardiologista Hélio Castello listou os principais sintomas do infarto. Caso algum deles seja identificado, o ideal é buscar o socorro médico de maneira imediata. São eles:

  • Dor no peito, que pode ser em qualquer ponto acima do umbigo, sendo mais comum no meio do peito, irradiando para o lado esquerdo e braços. Geralmente é forte seguido de um aperto;
  • Falta de ar, geralmente, de início súbito;
  • Suor intenso;
  • Palidez;
  • Náuseas com ou sem vômitos;
  • Tontura;
  • Escurecimento visual, podendo levar ao desmaio.

É importante lembrar também que esses sintomas podem ocorrer de maneiras diferentes de acordo com cada caso. “Cerca de 10% das pessoas apresentam infarto sem uma dor bem caracterizada, e isso ocorre principalmente em diabéticos”, completa o profissional.

Tratamento 

Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que evitar os hábitos que desencadeiam o infarto prejudicam não só para a saúde do coração, mas também de todo o organismo. Quando a situação já fugiu do controle, ou seja, o paciente já se encontra infartado, o primeiro passo é buscar o auxílio médico o mais rápido possível. 

“O indivíduo que já teve um infarto tem que controlar os fatores de risco. Tomar remédios para a pressão, o colesterol ou o diabetes (de acordo com a doença que tem), parar de fumar e obviamente aderir a hábitos saudáveis de vida, com alimentação balanceada e atividades físicas. É importante que a pessoa mude suas atitudes e tome os remédios corretamente também; não se pode fazer uma coisa ou outra isoladamente”, esclarece o cardiologista Roberto Giraldez. 

Consultoria: Hélio Castello, Luis Augusto Dallan e Roberto Giraldez, cardiologistas