Flávia Saraiva: entenda como é possível a ginasta se recuperar da lesão

Médico do esporte explica as maneiras indicadas para que o atleta volte a competir de maneira segura após alguma torção

A ginasta brasileira Flávia Saraiva torceu o tornozelo direito no solo, durante a competição do último domingo (25/7)
A ginasta brasileira Flávia Saraiva torceu o tornozelo direito no solo, durante a competição do último domingo (25/7) - Foto: Ricardo Bufolin/ Instagram: @flavialopessaraiva

por Julia Natulini
Publicado em 26/07/2021 às 16:57
Atualizado às 18:18

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Os Jogos Olímpicos estão à todo vapor, e a cada competição os atletas se preparam para ter bons resultados. Isso envolve preparo físico adequado e alimentação balanceada, com o objetivo de não fadigar durante as provas, evitar lesões e manter o foco.

Segundo o Dr. Guilherme Dilda, médico do esporte e exercício para que o esportista obtenha alta performance na competição é necessário que o seu corpo esteja alinhado a modalidade esportiva que vai competir, ou seja, ter uma boa alimentação é essencial para se ter bons resultados.

“Há diversas modalidades esportivas, cada uma exige um botipo corporal de atleta. Importante frisar que para aqueles atletas que têm mais de uma prova no dia, o ideal é se atentar principalmente para hidratação e reposição de CHO (carbono, oxigênio e hidrogênio no tempo de descanso).

Além disso, o ideal é não mudar a estratégia alimentar em cima da hora, o momento da prova não é hora de testar algo novo. A hidratação será um ponto fundamental em Tóquio, no Japão, pois as temperaturas têm alcançado valores bem altos, exigindo uma maior necessidade de reposição hídrica.

Outra dúvida é sobre as maneiras para prevenir lesões durante a competição, pois mesmo se tratando de atletas com todos os preparados assistências tudo pode acontecer. É o caso da ginasta brasileira Flávia Saraiva que torceu o tornozelo direito no solo, durante a competição do último domingo (25/7).

O Dr. Guilherme ressalta que um descanso adequado, com diminuição do volume de treinos, o chamado “polimento”, para que o atleta não chegue fadigado, o que aumentaria o risco de lesões. Algumas medidas como botas de compressão, massagens, imersão em banheira de gelo, cuidados fisioterápicos para alguma condição específica do atleta são fundamentais neste momento.

“Uma noite bem dormida e a alimentação saudável também estão inclusas nessa rotina”. Mas, caso seja confirmada uma lesão para uma recuperação adequada é necessário um diagnóstico correto antes de tudo. A partir daí, deve ser traçado um plano de tratamento a depender da lesão. Em pessoas que não são atletas, usamos o tempo
como parâmetro para evolução da reabilitação, mas no esporte é um pouco diferente.

"Principalmente no esporte de alto rendimento, muitas vezes é utilizado parâmetros funcionais como marcadores de progressão da reabilitação, com o objetivo de deixar o atleta em condições de competir o mais rápido possível". Ao que tudo indica, Flávia Saraiva retoma os treinos na próxima terça-feira (27/7) para disputar a final da trave na ginástica artística.  

Devido à pressão e ansiedade os atletas precisam se esforçar para manter o psicológico em dia. Como é feito esse acompanhamento?

Os atletas que viajam para as olimpíadas têm à disposição dentro da delegação uma psicóloga para auxílio neste momento de grande pressão interna e externa. “A melhor forma de contornar isso seja uma boa preparação nos treinos, pois essa é uma forma de aumentar a confiança. Ir para uma prova sabendo previamente a estratégia a ser executada é também um fator importante, pois isso aumenta a confiança".

"Vale destacar que os atletas criam seus próprios rituais também na pré-competição”, finaliza o Dr. Guilherme Dilda.

Consultoria: Dr. Guilherme Dilda, médico do esporte e exercício, da Care Club (CRM: 164892/SP).

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