Covid: Quais são os riscos da variante que veio da Índia?

A pessoa infectada pela B.1.617 pode responder menos aos medicamentos

Variante da Índia pode causar um nível mais grave da doença
Variante da Índia pode causar um nível mais grave da doença - Shutterstock

por Julia Natulini
Publicado em 21/05/2021 às 13:25
Atualizado às 13:25

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A variante B.1.617, que teve como origem a Índia, preocupa os brasileiros após o governo do Maranhão ter confirmado o primeiro caso da Covid-19 no país relacionado à nova variante. Por mais que não seja uma novidade, uma vez que sua descoberta foi em 2020, o número de casos provocados por ela no país asiático aumentou significativamente nas últimas semanas.

No Brasil, o caso está sendo acompanhado há poucos dias, após um paciente indiano de um navio cargueiro ter dado entrada no hospital com sintomas da doença -- outros trabalhadores da mesma embarcação estão infectados e assintomáticos, sendo monitorados pelas autoridades locais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), é importante ficar atento às novas cepas. No entanto, precisa seguir os mesmos cuidados de antes: distanciamento social, uso da máscara e álcool em gel. E foi observado que as pessoas relaxaram e começaram a frequentar os lugares como se as coisas já estivessem menos arriscadas.

Para entender os riscos dessa variante que ainda está sendo estudada, o SD conversou com o Nilton Cavalcante, infectologista.  “Alguns vírus respiratórios sofrem mutações por falha na multiplicação. Quanto mais pessoas são infectadas, maior a chance de surgirem variantes com pequenas diferenças do vírus inicial”, explica o médico.

Isto ocorreu no Reino Unido, Estados Unidos, África do Sul e no Brasil -- e deram origem às variantes mais agressivas. Recentemente, na Índia, foram identificadas algumas delas. “Como ainda não se sabe de fato o grau e características dessa variante, o que tudo indica é que possivelmente uma pessoa infectada por ela responderá menos aos medicamentos e anticorpos induzidos na vacina, além da capacidade do vírus disseminar na sociedade”, ressalta o infectologista.

O medo ainda é sobre o desconhecido, que pode causar um nível mais grave dessa doença ou até mesmo infectar as pessoas debilitadas e também provocar risco aos indivíduos que já foram vacinados, pois não estarão 100% protegidos contra essa variante. “É importante esclarecer que para repassar esses 'novos alertas' à população são realizados estudos em centros especializados de virologia até chegarem para os médicos", pondera Cavalcante.

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