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Baixa produtividade no trabalho? Entenda o que é o presenteísmo

A baixa produtividade no trabalho pode ser causada por distúrbios físicos e mentais. Psicóloga explica o que é o presenteísmo

Baixa produtividade no trabalho? Entenda o que é o presenteísmo
Baixa produtividade no trabalho? Entenda o que é o presenteísmo - Shutterstock
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Um expediente de 8 horas dificilmente significa 8 horas de produtividade. Estar presente no trabalho, seja no escritório ou no home office, mas com os pensamentos distantes e quase nenhuma concentração pode ser um episódio comum, e até corriqueiro. Entretanto, esse comportamento pode indicar distúrbios físicos e mentais. É o que chamamos de presenteísmo.

“Quando falamos de perda no desempenho no trabalho, exaustão emocional, estresse laborativo, tudo isso nos remete a síndrome de Burnout. Porém, quando a exaustão emocional é muito intensa, a ponto de comprometer a rotina diária, estamos diante do presenteísmo”, aponta a psicóloga forense e especialista em TDAH, Ansiedade e Depressão, Deise Cristina Gomes.

Um estudo recente publicado na revista médica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology mostrou que o presenteísmo pode ter um custo econômico bastante elevado. A pesquisa avaliou a produtividade no trabalho de pessoas com depressão e levou em conta também os custos do absenteísmo (quando o funcionário se ausenta do trabalho). O trabalho analisou o cenário de oito países, incluindo o Brasil.

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Por aqui, o custo anual de produtividade do presenteísmo é até 3 vezes mais caro que o do absenteísmo: U$ 5.788 contra 1.361, por pessoa. Considerando a força de trabalho total e a ocorrência anual estimada de depressão entre todas as pessoas ocupadas, estima-se que o custo brasileiro passa dos U$ 63 bilhões, atrás apenas dos EUA, com R$ 84 bilhões.

Causas do presenteísmo

Deise destaca que a condição não pode ser confundida com a Síndrome de Burnout, pois esta se desenvolve em decorrência de estresse laboral, por problemas característicos da rotina de trabalho.

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No entanto, situações fora da rotina do emprego, que fazem com que o funcionário passe a ter insônia, preocupações exageradas, problemas de ordem pessoal, familiar, por fatores somáticos e psicológicos, apontam para uma relação direta entre a qualidade do sono e o comportamento presenteísta, aponta a psicóloga.

“Sabe-se que a exaustão emocional e o adoecimento do profissional acarretam baixa na concentração, dificuldade de resolução de conflitos, assim como de concluir seu trabalho. O que significa necessidade de trabalhar com o gerenciamento das emoções, antes de impactar em outras variáveis do contexto organizacional”, finaliza Deise.

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