Estudo revela como emagrecer e não engordar novamente; nutróloga comenta

Pesquisadores analisaram 6 mil pessoas que mantiveram o peso após perderem mais de 50kg e descobriram 5 passos para emagrecer e não engordar novamente

Como emagrecer e não engordar novamente
Como emagrecer e não engordar novamente - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 24/06/2022 às 08:00
Atualizado às 08:00

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Saber como emagrecer e não engordar novamente é o desejo de muitas pessoas que estão acima do peso. Afinal, poucas coisas são tão frustrantes quanto se empenhar para eliminar o excesso de gordura corporal e, algum tempo depois, recuperar os quilos perdidos.

Já se sabe que, para emagrecer e não engordar novamente, o ideal é não apostar em estratégias muito agressivas, que não podem ser sustentadas a longo prazo. A perda de peso consistente depende, muito mais, de um estilo de vida saudável.

No entanto, um trabalho científico da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia, nos Estados Unidos, que foi publicado no Journal Of The Obesity Society, resolveu ir além e investigar a fundo como emagrecer e não engordar novamente. Para isso, os pesquisadores reuniram mais de 6 mil pessoas que conseguiram emagrecer mais de 50kg e mantiveram o peso estabilizado por, pelo menos, três anos.

“Uma das descobertas mais impressionantes foi como as pessoas que mantêm a perda de peso descreveram a perseverança diante dos contratempos (as chamadas ‘fugas’ da dieta). Eles viam as ‘adversidades’ como parte de sua jornada bem-sucedida. Contratempos não eram descritos como fracassos. Eles eram vistos como uma interrupção temporária em seu caminho. Muitos deles descreveram voltar aos trilhos na próxima refeição ou no dia seguinte e medindo o sucesso geral com base em metas de longo prazo", destaca a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Os 5 passos para emagrecer e não engordar novamente

Como resultado, o estudo conseguiu encontrar as principais atitudes e segredos que fizerem as pessoas emagrecerem e não engordarem novamente. Confira:

1) Planejamento a longo prazo – “Quando falamos na relação entre calorias dos alimentos e peso, cerca de 8 mil calorias equivalem a 1kg. Ou seja, temos nossa taxa de metabolismo basal (quantas calorias o corpo gasta para exercer suas funções vitais). Supondo que uma pessoa precise comer 2 mil calorias por dia, ela só engordaria 1kg em um dia se comesse 10 mil, o que é algo altamente improvável. Então, esse sobrepeso acontece em longo prazo. Da mesma forma, para emagrecer 1kg, essa mesma pessoa, se fizesse uma dieta de 1,5 mil calorias, precisaria de duas semanas. O emagrecimento não pode ser visto como um processo curto e pontual: ele precisa ser estratégico e pensado a longo prazo”, explica a Dra. Garcez.

2) Menos é mais – “Se você quer perder peso, ser rigoroso demais com cada pedacinho que passa pelos lábios pode sabotar seus objetivos – sem mencionar sua autoestima. Uma das respostas mais comuns à culpa dos alimentos é sair do controle. Se as pessoas comem um bolinho, pensam que estragaram tudo e isso pode ser um gatilho para o descontrole: elas pensam que se já jogaram a dieta de hoje fora, podem comer ainda mais. Isso pode levar a consumir mais calorias do que você faria se apenas tivesse curtido comer algo saboroso sem ser tão emocionalmente carregado”, diz a médica. Em resumo: comeu um pedaço de bolo? Saboreie – e volte ao plano.

3) Não passar fome – “Alimentos com baixa densidade energética são aqueles que possuem pouca caloria por grama de alimento. Então muitas frutas, legumes, o leite e iogurte desnatados, por exemplo, encontram-se nessa categoria. Em um plano alimentar para emagrecimento, as verduras e legumes podem representar a maior parte do prato, que também deve conter proteínas, gorduras boas e carboidratos complexos (com mais fibras). Dessa forma, há maior saciedade”, aconselha a nutróloga.

4) Controle total do que se come – “Alguns estudos descobriram que quanto mais as pessoas monitoram seus esforços para perder peso, mais peso elas tendem a perder de forma consistente. Vimos esse aumento das ferramentas digitais de saúde na última década e elas fornecem uma ótima maneira para as pessoas acessarem intervenções para melhorar sua saúde”, explica a médica.

5) Foco na saúde – Entrevistados acreditam que as mudanças mais importantes para seguirem motivados incluíam redução de dor, aumento da confiança, sensação de bem-estar, melhora do condicionamento físico e imagem corporal. “As mudanças dietéticas e de estilo de vida, adicionando exercícios físicos, são altamente importantes para prevenção, tratamento e controle de doenças metabólicas”, finaliza a Dra. Garcez.

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