Larissa Manoela descobre endometriose; entenda os sintomas da doença

Ginecologista explica como diferenciar a cólica "normal" da endometriose

Saiba quais são os sintomas de endometriose
Saiba quais são os sintomas de endometriose - Reprodução / Instagram @larissamanoela

por Redação SD
Publicado em 10/09/2021 às 14:00
Atualizado às 14:00

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As cólicas são muito comuns no período pré-menstrual, mas você sabe diferenciar se é uma dor normal ou algo mais grave, como endometriose? Larissa Manoela, aos 20 anos, revelou em suas redes sociais que possui a doença: "quem tem endometriose, ou acha que tem, sabe como é viver com dor", declarou em seu Instagram. 

Além disso, a atriz também promoveu uma live para conscientizar as seguidoras a fazer um "check up" na saúde e se informarem sobre a possibilidade de terem o distúrbio, já que muitas mulheres não descobrem a problemática.

Reprodução / Instagram @larissamanoela

Como você já deve ter suspeitado, não é tão frequente a doença se manifestar na idade da cantora. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a endometriose afeta cerca de 10% da população feminina brasileira, sendo mais frequente entre mulheres de 25 a 35 anos.

Ademais, para entender mais sobre o caso, o ginecologista e obstetra Marcos Tcherniakovsky explica que a endometriose é a saída do tecido endometrial - camada interna do útero, o tecido menstrual - que sai todo mês para fora do útero e que se implanta na cavidade pélvica, ou até mesmo dentro do abdômen, o que não é normal.

Sintomas

De acordo com Tcherniakovsky, o principal sintoma é a dismenorreia secundaria, cólicas intensas relacionadas ao ciclo menstrual. "Aquelas mulheres que não tinham cólicas menstruais, ou possuíam poucas, e passam a ter dores intensas, estão geralmente diagnosticadas com dismenorreia secundaria", explica.

Além disso, existem mulheres com dor pélvica crônica, que não depende do ciclo menstrual, mas que tem uma duração maior que seis meses, que pode ser também um sintoma em relação a endometriose.

Segundo Tcherniakovsky, outro sintoma muito comum é surgimento de dores no ato sexual, conhecida como dispareunia. "A mulher que não tinha dor ao ter relações e com o passar do tempo passa a ter desconfortos, principalmente em relação à profundidade, precisa procurar um médico para averiguar essa agonia", explica.

Alterações intestinais, inchaços abdominais e dores ao evacuar e ao urinar também podem ser sintomas da doença.

Afinal, como diferenciar a cólica "normal" da endometriose?

Primeiramente, é importante entender que existem pessoas que acabam sendo mais resilientes a dores do que outras. "A cólica 'normal' seria algo suportável, visto que não interfere na qualidade de vida da mulher. Agora, se incomoda e atrapalha o dia a dia dela, é preciso tratar esses sintomas quanto antes", explica Tcherniakovsky.

Além da endometriose, outras doenças podem causar dores crônicas, como mioma uterino, doença inflamatória pélvica ou até mesmo cistos ovarianos, porém, é sempre bom ir a um especialista para avaliar quais são os sintomas corretos.

A importância do diagnóstico precoce

Uma das características da endometriose, segundo Tcherniakovsky, é a dificuldade de diagnosticar a doença. "É um problema muito estigmatizado, visto que muitas pacientes possuem receio em falar o que estão sentindo. É muito difícil as pessoas em volta dessa mulher entenderem essa dor, por isso, acaba sendo subestimado por ela mesma", esclarece.

Além disso, geralmente ela possui um diagnóstico muito tardio na vida das mulheres, visto que ela pode ser assintomática. Por isso, reforçando, é de extrema importância fazer exames frequentes para ser diagnosticado o mais cedo possível.

Fonte: Marcos Tcherniakovsky, ginecologista e obstetra, e diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose.

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