Quanto tempo após a refeição está liberado escovar os dentes?

Segundo às orientações da Dra. Runa Conde, cirurgiã dentista o ideal é esperar de 20 a 30 minutos

Qualquer tipo de alimento que fique preso nos dentes vai servir para às bactérias formarem uma cárie
Qualquer tipo de alimento que fique preso nos dentes vai servir para às bactérias formarem uma cárie - Shutterstock

por Julia Natulini
Publicado em 02/06/2021 às 14:29
Atualizado às 14:29

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Manter a higiene bucal em dia é essencial para evitar qualquer problema nos dentes e essa limpeza deve ser monitorada principalmente na hora da escovação. Para esclarecer essas dúvidas, o SD conversou com a Dra. Runa Conde, cirurgiã dentista.   

A quantidade de vezes que precisa escovar os dentes é uma resposta muito individual, uma vez que cada pessoa tem um hábito. Mas, o ideal é fazer a escovação após as grandes refeições (café, almoço e jantar), mas a principal de todas é antes de dormir.

“Escovar logo depois de comer não pode. O ideal é esperar de 20 a 30 minutos após a refeição para fazer a correta higiene com escova e pasta de dente. Esse é o tempo que a saliva tem para agir e neutralizar os ácidos que estão na boca. Ela tem um papel muito importante de hidratação, proteção e limpeza.

Se a pessoa faz uma refeição e já escova, pode desencadear a sensibilidade. Mas, não pode esperar passar muito. Nesse tempo até escovar após se alimentar pode bochechar com água e passar o fio dental”.

Àqueles que tem o hábito de comer algo antes de dormir e depois não se lembrar de escovar os dentes a Dra. Runa alerta que as bactérias vão pegar o alimento e se fortalecer.

“Qualquer tipo de alimento que fique preso entre os dentes vai servir para essas bactérias formarem uma cárie, um problema de gengiva, um amolecimento dos dentes, raízes expostas. Além disso, enquanto dormimos a saliva diminui e as bactérias se aproveitam disso.

A especialista fala ainda sobre o enxaguante bucal que pode ser utilizado de maneira complementar e não é indicado para qualquer caso, pois existem chances dele manchar os dentes, deixar mais amarelado e alterar até mesmo o paladar e hálito do paciente. “Cada um tem uma necessidade, portanto, precisa saber qual tipo e qual a frequência e isso influencia se o paciente tem muitas cáries, problemas de gengiva, de saúde, alteração hormonal e se passou por alguma cirurgia”.

Quando é recomendado o clareamento dental?
Quando vemos que a cor não está branca é indicado o clareamento. Às vezes o paciente tem uma cor muito branca e não chega no tom, faz o clareamento e não aparece. Sem contar que o paciente precisa estar com a boca saudável, ele não pode estar com a gengiva inflamada, nem cárie, dente aberto ou restauração para fazer. Primeiro tem que cuidar da saúde e depois da parte estética. 

O dente fica mais sensível após o clareamento?
Depende do caso. “Para clarear é aplicado um ácido e há uma tendência de sensibilidade para quem já tem raízes expostas. Mas tem como aplicar dessensibilizante antes do clareamento para proteger a gengiva, pois o ácido não pode penetrar infiltrando na gengiva. Precisa que aplicar o produto no local certo e no tempo certo. No dia que faz pode sentir sensibilidade. Depois o incômodo diminui até não existir mais. “Por esse motivo, é importante seguir todos os protocolos para minimizar esse incômodo”, finaliza.

Para manter os cuidados com os dentes é necessário fazer a limpeza no dentista duas vezes ao ano, principalmente quando o indivíduo tem cárie, problema de gengiva, se é gestante, fumante, ou sofre com pressão alta e diabetes, pois tudo influencia no tempo de retorno ao consultório. 

Consultoria: Bruna Conde, cirurgiã dentista.

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