Entenda o AVC, condição que provocou a morte do ator Milton Gonçalves

Ícone da televisão brasileira, Milton Gonçalves faleceu aos 88 anos, por complicações em decorrência de um AVC que ele teve em 2020

Segundo a família, Milton Gonçalves morreu em casa
Segundo a família, Milton Gonçalves morreu em casa - Crédito: Globo/João Cotta

por Redação SD
Publicado em 31/05/2022 às 14:00
Atualizado às 14:00

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O AVC – Acidente Vascular Cerebral – também conhecido como derrame, é uma condição grave e, infelizmente, comum. De acordo com números da World Stroke Organization (Organização Mundial de AVC), a cada seis pessoas no mundo, uma sofrerá com o problema ao longo da vida.

E foi o que aconteceu com o ator Milton Gonçalves, em 2020. Na época, ele precisou permanecer três meses internado no hospital para conseguir sobreviver. No entanto, o problema deixou sequelas em Milton, que acabou falecendo na última segunda-feira (30), aos 88 anos de idade. De acordo com informações do G1, a família explica que a morte ocorreu em casa, por volta das 12h30, em consequência dos problemas de saúde que o ator vinha enfrentando desde que teve o AVC. 

Entenda o AVC

O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando os vasos que transportam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando uma paralisia na região afetada. Ele pode ser classificado de duas maneiras diferentes: o AVC isquêmico, o mais comum, quando há interrupção ou redução significativa do fluxo de sangue que vai até o cérebro; e o AVC hemorrágico, quando há o rompimento de algum vaso sanguíneo.

Entre as principais causas e fatores de risco do AVC estão:

  • Idade avançada;
  • Elevação da pressão arterial;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Aumento do colesterol;
  • Tabagismo;
  • Histórico familiar (genético).

Sintomas

De acordo com a neurologista Dra. Renata Simm, coordenadora do Centro de Referência de Neurologia do Hospital Santa Paula, os principais sintomas da doença são:

  • Fraqueza em um dos lados do corpo;
  • Alteração na sensibilidade (formigamento);
  • Confusão mental;
  • Alterações na fala e/ou na compreensão;
  • Visão dupla ou perda de visão;
  • Incoordenação motora;
  • Dor de cabeça súbita e intensa (principalmente se associada a náuseas e vômitos).

Como identificar se alguém está sofrendo um possível AVC

A neurologista ainda explica que, ao suspeitar de que alguém próximo esteja tendo um AVC, é possível fazer um rápido teste, pedindo para a pessoa:

  • Sorrir. Veja se o rosto está paralisado de um só lado;
  • Elevar os braços. Observe se há assimetria;
  • Cantarolar. Perceba se a fala está enrolada.

“Quando falamos de Acidente Vascular Cerebral, cada segundo conta, seja para evitar a morte do paciente ou para reduzir as sequelas", afirma a Dra. Simm. “Para ter ideia, durante um AVC, cerca de 2 milhões de neurônios morrem por minuto. Daí a importância de procurar diagnóstico e tratamento o mais rápido possível", completa a Dra. Letícia Costa Rebello, neurologista do Hospital Brasília.

Prevenção

"A melhor – e mais barata – forma de prevenção é a adoção de um estilo de vida saudável durante toda ou a maior parte da vida. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado, restrição ao álcool e ao tabaco, equilíbrio emocional e controle dos fatores de risco previnem ou postergam o desenvolvimento da esmagadora maioria das doenças, principalmente as doenças cerebrovasculares", explica a Dra. Simm.

"As pessoas ficaram muito paradas durante a pandemia e reduziram a frequência dos exames de rotina. Isso trouxe um impacto a saúde como um todo. É preciso retomar a rotina de cuidados e, de forma gradativa, a atividade física", completa a neurologista.

Importante: "O AVC é uma emergência médica. Se achar que você ou outra pessoa está tendo um, é preciso dirigir-se com urgência ao serviço de emergência do hospital mais próximo para um diagnóstico completo e tratamento", finaliza a médica.

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