Câncer de pele na cabeça pode atingir o cérebro; saiba como prevenir

Região do couro cabelo costuma ficar extremamente exposta ao sol. Conheça os riscos de desenvolver câncer de pele na cabeça

Câncer de pele na cabeça pode criar metástase
Câncer de pele na cabeça pode criar metástase - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 11/03/2022 às 16:00
Atualizado às 16:00

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O câncer de pele na cabeça, mais precisamente na região do couro cabeludo, é algo que costuma pegar as pessoas de surpresa. Muito se preocupam com medidas de proteção contra a exposição aos raios solares em diversas áreas do corpo e acabam se esquecendo daquela que, geralmente, é a que sofre mais.

“O couro cabeludo também pode apresentar lesões causadas pelo sol, até mesmo tumores. Eles podem aparecer em diferentes tamanhos e formas, por isso, a prevenção e a detecção precoce são os melhores caminhos para evitar complicações”, afirma a dermatologista Dra. Patrícia Mafra, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mesmo as pessoas que possuem um grande volume de cabelo precisam ter atenção com o câncer de pele na cabeça. Afinal, elas não estão imunes aos riscos. Também é importante ressaltar que esse tipo de tumor pode, inclusive, se espalhar e atingir o cérebro.

“O câncer de pele no couro cabeludo é perigoso se não for diagnosticado e tratado, pois há risco de metástase para o cérebro. Apesar de não serem classificados como tumores cerebrais, as metástases cerebrais são tipos de cânceres que chegam no cérebro após circular pelo corpo. E temos a impressão de que eles são até dez vezes mais comuns do que os tumores cerebrais, justamente por termos muito mais diagnósticos de câncer de mama, pulmão, pele e intestino do que tumores no cérebro. É uma questão estatística”, explica o Dr. Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA).

Prevenção do câncer de pele na cabeça

“Os cabelos são uma proteção natural contra as radiações solares, porém, na medida em que os eles vão escasseando, perde-se essa proteção. Não há filtro solar específico para o couro cabeludo. Contudo, indico aplicar um protetor solar em spray para alcançar a área. Caso a pessoa seja calva, ela pode utilizar o mesmo produto aplicado no rosto, com FPS de, no mínimo, 30 e PPD 10, reaplicando a cada duas horas. Além disso, principalmente para quem trabalha exposto ao sol, deve-se usar bonés e chapéus”, recomenda a dermatologista.

Detecção precoce é fundamental para o tratamento

Entre os principais sintomas do câncer de pele na cabeça, ou em qualquer outra região do corpo estão:

  • Feridas que não cicatrizam, parecem incomuns ou doem;
  • Sangramentos;
  • Formação de crostas na pele por mais de quatro semanas;
  • Lesão que muda de forma, cor, tamanho, sangra ou desenvolve uma borda irregular;
  • Mancha marrom na pele, às vezes contendo manchas escuras salpicadas;
  • Um novo ponto na pele que muda de tamanho, forma ou cor.

No entanto, quando esses sintomas começam a aparecer, normalmente, o câncer já se encontra em um estágio mais avançado. Algo que dificulta o tratamento e reduz significativamente as chances de cura. Por isso, a detecção precoce – através de consultas e exames periódicos – é fundamental para evitar complicações graves.

“No couro cabeludo, essa detecção é mais difícil de ser feita individualmente, mas você pode pedir ajuda ao seu companheiro, familiar ou amigo. Basta alguns minutos, uma vez por mês, de preferência com luz natural, verificar alguma mudança na região. Normalmente, surge uma ferida pequena com casquinha que sangra facilmente. Consideramos que essa é a primeira etapa do problema, onde o próprio paciente pode pesquisar. Além disso, se a ferida for maior que seis milímetros, se houver coloração dupla ou tripla e se não cicatrizar em quatro semanas, é fundamental procurar o médico imediatamente para obter um diagnóstico preciso e tratamento adequado que, normalmente, é cirúrgico para retirada total da lesão e deve ser realizado o mais precocemente possível”, finaliza a dermatologista Dra. Mafra.

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