Teste Covid: PCR ou antígeno, qual é o mais indicado para o seu caso? Entenda

Infectologista esclarece as principais dúvidas do assunto e revela como funciona cada exame. Saiba mais sobre o teste de Covid

Busca por "Teste Covid", no Google, cresceu nos últimos dias
Busca por "Teste Covid", no Google, cresceu nos últimos dias - Shutterstock

por Felipe Bomfim
Publicado em 13/01/2022 às 11:00
Atualizado às 11:00

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A busca pela expressão “teste Covid” vive um crescimento repentino e acelerado no Google. Fator que indica um possível aumento dos casos de Covid-19 e doenças respiratórias nas últimas semanas, aqui no Brasil. O motivo, provavelmente, é a disseminação da variante Ômicron do coronavírus, já que, entre outros fatores – como o relaxamento das medidas de segurança – demonstra uma capacidade maior de contágio do que as outras cepas.

No entanto – e graças às vacinas – o número de mortes por Covid-19 segue controlado e não acompanha o de novos casos. Mesmo assim, pessoas imunizadas, apesar de terem uma chance menor de desenvolver a versão grave da doença, ainda podem apresentar sintomas mais leves, que causam desconforto e preocupação. E é por isso que a busca por “teste Covid” cresceu nos últimos dias.

PCR e antígeno: entenda a diferença entre os testes de Covid-19

Ao procurar por um teste de Covid, as pessoas costumam se deparar com as duas principais opções: o PCR e o antígeno. Logo após, vem uma série de dúvidas. Afinal, qual é o mais eficaz? Qual fica pronto mais rápido? Qual é o mais indicado para o meu caso? Para responder essas e outras perguntas, conversamos com o médico infectologista, Dr. Bernardo Almeida.

“Ambos identificam partes do vírus. O antígeno identifica uma proteína, enquanto o PCR o material genético. A diferença principal é que o PCR persiste positivo por um tempo mais longo, mesmo passado o período de transmissibilidade de sete a 10 dias, enquanto o antígeno identifica o indivíduo com infecção no período de transmissibilidade”, explica.

Ou seja, se você teve Covid nos últimos dias, mas, já está recuperado e ultrapassou o período de maior transmissão do vírus – de sete a 10 dias – é possível que, ao realizar um teste de PCR, o resultado ainda seja positivo.

Já o teste antígeno tem características diferentes. “É um exame mais barato e facilmente escalável, pois não depende de equipe técnica especializada e grandes equipamentos, itens necessários para o PCR. O tempo de resultado de um teste de antígeno é de 15 minutos, enquanto o PCR demora entre 24h e 48h na maioria das situações, chegando a mais de 72h em locais mais distantes”, completa o Dr. Almeida.

“O PCR é um ótimo exame para identificar casos, mesmo após passado o período de transmissibilidade. O antígeno é um ótimo exame para identificar casos no período de transmissibilidade”, Dr. Bernardo Almeida.

Dessa maneira, na opinião do médico, os dois testes são seguros, eficazes e cumprem aquilo que prometem. No entanto, ele acredita que o antígeno é mais relevante dentro de uma estratégia de saúde pública. Pois, além de ter um custo menor, também é veloz e, portanto, reduz com maior eficiência o “subdiagnóstico” e a transmissibilidade.

O momento certo de testar

Com o aumento da variante Ômicron no Brasil, alguns cuidados na hora de realizar o teste de Covid precisam ser tomados, para que o resultado seja o correto.

“Por ter um período de incubação mais curto, o início da transmissibilidade [da Ômicron] ocorre um pouco antes de ter uma quantidade de vírus suficiente para ser identificado pelos exames. A tendência é que, para o caso sintomático, se aguarde 24h para realizar o teste de antígeno. O PCR consegue identificar um pouco antes, mas, ainda assim, é prudente aguardar 24h para se atingir a máxima sensibilidade do método”, alerta o infectologista.

Testar continua fundamental para controlar a pandemia

“Há a perspectiva de que a variante Ômicron irá gerar um pico de casos sem precedentes. O teste, se entregar resultado em tempo oportuno, permite o isolamento de casos antes que transmitam o vírus. Em contexto de alta circulação viral é uma estratégia comprovadamente eficaz para reduzir o impacto da pandemia e, por isso, é indicada pela OMS (Organização Mundial de Saúde)”, finaliza o Dr. Almeida.

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