Saúde cerebral: os 3 pilares para manter a mente jovem

Descubra os segredos para retardar o envelhecimento e aumentar a qualidade de vida

Atitudes diárias interferem na saúde cerebral
Atitudes diárias interferem na saúde cerebral - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 07/10/2021 às 17:00
Atualizado às 17:00

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Envelhecer é algo inevitável. Porém, algumas escolhas e hábitos que perpetuamos durante a vida podem acelerar esse processo, provocando diversos prejuízos para o bem-estar físico e emocional. O estilo de vida adotado compreende inúmeros fatores, como alimentação, realização – ou não – de atividades físicas, relacionamentos, momentos de lazer, ambientes frequentados e muito mais. Cada um desses itens e todos os passos dados durante a vida são cruciais para a saúde do cérebro.

Manter a cabeça em dia significa não acelerar o tempo e envelhecer a mente precocemente. Mas, isso vai muito além de ter um estado de espírito jovem e animado. É preciso também investir diariamente em condutas positivas, que promovem o bom funcionamento cerebral. “O tempo modifica praticamente todos os nossos processos biológicos normais, e acredite, envelhecer não gera alterações previsíveis ou homogêneas no nosso corpo, ou em cada órgão, somos únicos até nisso”, conta o Dr. Gabriel Novaes de Rezende Batistella, médico neurologista e neuro-oncologista, membro da Society for Neuro-Oncology Latin America (SNOLA).

Por isso, reunimos especialistas para elencar os principais elementos responsáveis para uma boa saúde mental. Entre inúmeros fatores apontados, três se destacaram como verdadeiros pilares de uma mente saudável. Confira:

1 - Alimentação balanceada

Além de favorecer o condicionamento físico, prestar atenção naquilo que se come é fundamental para garantir uma boa saúde mental. Uma dieta equilibrada costuma ser rica em elementos antioxidantes, que aumentam a longevidade das células no organismo. Fora isso, existem também alguns alimentos nootrópicos – importantes para um correto direcionamento mental e para o aumento da capacidade cognitiva, com efeitos positivos para a memória, atenção, concentração e motivação.

“Entre os alimentos com funcionalidades nootrópicas estão: o salmão, ovos, chá preto e café. Já as verduras, frutas, cereais e carnes trazem vitaminas e minerais fundamentais para a saúde do cérebro. As vitaminas do complexo B, como a B1, B6, B9 e B12, são potenciais provedores de energia cerebral. Já vitaminas C e E, e minerais como o magnésio e o zinco também garantem que sinapses e impulsos nervosos sejam bem-sucedidos e atuam na produção de neurotransmissores como a dopamina e a serotonina, essenciais para o controle da ansiedade e com ação antidepressiva”, comenta a médica nutróloga. Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

“Hoje ainda é extremamente difícil para a ciência associar uma mudança de hábito alimentar específica com o risco de demência e outras doenças, mas tudo nos leva a crer que uma dieta próxima da mediterrânea pode prevenir o adoecimento cerebral”, completa o Dr. Batistella.

2 - Tchau, sedentarismo! Pratique atividades físicas

E, de quebra, ainda fique em forma. Isso mesmo, realizar atividades físicas durante a vida é fundamental para evitar o envelhecimento precoce do cérebro. Vale lembrar que, não necessariamente, é preciso investir tempo na prática de algum esporte específico. Todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício. Portanto, basta se mexer um pouco todos os dias para promover saúde e bem-estar.

“A incidência de doenças neurológicas degenerativas como demência senil e Alzheimer é menor em pessoas que fazem atividades físicas. O exercício físico é o maior antioxidante que existe”, enfatiza a Dra. Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. “O exercício melhora o fluxo sanguíneo e protege a memória; estimula mudanças químicas no cérebro que melhoram o aprendizado, o humor e o pensamento”, reforça o neuro-oncologista Batistella.

3 - Tenha boas noites de sono

Mas, de nada adianta abastecer corretamente o organismo com alimentos saudáveis – ricos em nutrientes e vitaminas –, utilizar essa energia dietética para praticar atividades físicas regularmente e, no final do dia, não descansar direito. Dormir é parte essencial para o processo de manutenção da saúde cerebral. É durante o sono que o organismo assimila todos os estímulos do dia e se recupera para enfrentar novos desafios ao despertar.

“Tempo e qualidade ao dormir nos deixam com um humor melhor e aguça nosso cérebro. Também nos dá a energia e a capacidade de administrar nossas vidas ocupadas, dos exercícios físicos ao trabalho. Durante o sono, a informação é consolidada e é transferida para áreas do cérebro associadas à memória de longo prazo”, explica o Dr. Batistella.

Outros cuidados

Além desses três grandes pilares para uma boa saúde mental, também vale a pena prestar atenção nas relações pessoais, cultivar boas amizades, ouvir músicas, ter animais de estimação, momentos de lazer durante a semana, pequenos intervalos de descanso durante o dia e alternâncias de rotina. Condutas positivas para um bom funcionamento cerebral. Fora isso, é importante manter a mente ativa, em busca de conhecimento e atualização, ficar de olho na saúde cardiovascular e controlar situações estressantes.

O uso de cigarro e de substâncias tóxicas, em geral, também é um fator prejudicial para a saúde mental. “Não menospreze fatores como exposição a um determinado ambiente, suas escolhas durante a vida, sua alimentação, sua capacidade funcional durante os exercícios físicos e o investimento nas diversas áreas de conhecimento como línguas, arte, música e por aí vai. Não desanime, sei que você pode estar pensando que já é tarde, mas ainda existe muito a ser feito pelo seu cérebro, independente do momento que você optou por tomar esta iniciativa”, finaliza o Dr. Batistella.

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