Boca ressecada? Dermatologista revela 5 atitudes que pioram o problema

No frio, a boca ressecada se torna ainda mais comum, causando rachaduras e feridas nos lábios. Saiba como evitar e tratar efetivamente o problema

Boca ressecada
Boca ressecada - Shutterstock

por Redação
Publicado em 27/05/2022 às 08:00
Atualizado às 08:00

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As temperaturas caíram e as primeiras rachaduras nos lábios começaram a aparecer. Infelizmente, a boca ressecada é um problema comum das estações mais frias. Às vezes, parece que nenhuma quantidade ou marca de protetor labial é capaz de aliviar a situação. 

“A porção dos lábios que fica exposta ao meio ambiente é formada por um tecido sensível sem queratina, proteína morta que está presente na pele e tem papel de barreira protetora”, explica a dermatologista Dra. Paola Pomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A principal razão para a boca ressecada está no frio, que causa desidratação. O frio, em específico, causa desidratação. “Durante o inverno, há uma diminuição da produção natural das glândulas que lubrificam a região, então a pele fica realmente menos hidratada. Além disso, o clima seco facilita a perda de água transepidermal na região”, afirma. 

A médica alerta para cinco atitudes que podem piorar o ressecamento dos lábios. Confira!

Lamber os lábios

Essa técnica comumente utilizada na verdade piora a hidratação da boca.  “Isso provoca uma diminuição do pH, já que a saliva tem pH mais ácido e piora ainda mais o ressecamento. Há aquela sensação imediata que houve um umedecimento da região, mas logo depois, acontece a formação de microfissuras, de ardência e vermelhidão local”, afirma a Dra. Paola.

A dermatologista alerta ainda para a chance de desenvolver “dermatite labial”, uma dermatite de contato irritante ao redor dos lábios caracterizada por vermelhidão e ressecamento na região, resultado do ciclo de molhar e secar os lábios. "A melhor maneira de tratar os lábios secos é evitar lamber e, em vez disso, aplicar emolientes leves com frequência para fornecer hidratação externa", orienta a médica.

Limpar o rosto com água quente

Este erro é prejudicial para toda a pele do rosto, mas ainda pior para a boca, porque ela extrai a umidade dos lábios enquanto evapora. “A água quente retira os óleos naturais que mantêm os lábios hidratados. E isso também se aplica ao seu tempo no chuveiro, quando a água quente entra em contato com seus lábios. Nesse caso, prefira sempre água morna ou fria”, afirma.

Exposição ao sol

A exposição ao sol pode piorar as rachaduras labiais, por isso é importante usar sempre protetor labial com proteção solar, especialmente quando houver exposição direta. “Além das baixas temperaturas, o sol é outro agressor importante. A queimadura causada pelo sol muda a estrutura celular e o lábio pode, com o tempo, ficar mais ressecado, descamativo, com surgimento de fissuras e rachaduras”, explica a especialista.

Utilizar protetores labiais aromatizados

As fragrâncias encontradas em protetores labiais podem irritar a pele e aumentar o potencial de rachaduras. A dermatologista alerta para a importância de evitar o uso de qualquer produto com fragrância. "O melhor é aplicar um protetor labial com hidratantes adequados e FPS sem adição de cores ou perfumes para evitar a evaporação da umidade dos lábios e possível sensibilização com irritação e dermatite”, recomenda.

Aplicar ingredientes irritantes

A especialista orienta sobre a importância de analisar quais ingredientes estão sendo aplicados nos lábios. "Eu recomendo evitar o uso excessivo de hidratantes labiais com ácido salicílico, que é um esfoliante que remove as células mortas da pele. O uso muito frequente de ácido salicílico pode causar irritação e ressecar ainda mais os lábios", alerta. 

Outros ingredientes que devem ser evitados são o mentol ou hortelã-pimenta - comumente adicionados aos hidratantes para causar uma sensação refrescante e relaxante. Além destes, a dermatologista também recomenda evitar o aldeído cinâmico, composto químico que dá sabor à canela, pois pode causar irritação na pele sensível.

Fonte: Dra. Paola Pomerantzeff, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD).

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