Alopecia: saiba quando a queda de cabelo vira um problema de saúde

Perda excessiva dos fios capilares pode ser sinal de doença; conheça o tratamento

Alopecia pode ser provocada por estresse
Alopecia pode ser provocada por estresse - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 16/10/2021 às 12:00
Atualizado às 12:00

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A alopecia aerata, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), é uma doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. No entanto, perder alguns fios ao pentear a cabeça é comum e costuma acontecer com a maioria das pessoas.

O problema começa quando ocorre uma queda excessiva e constante dos fios, provocando falhas no couro cabeludo. A partir daí é preciso ter atenção. Apesar da alopecia ainda não ter uma cura definida, o tratamento pode gerar resultados satisfatórios. Para isso, no entanto, é necessário identificar o problema o quanto antes.

Além do incômodo estético que a alopecia pode causar, devido às falhas no couro cabeludo, a condição também pode gerar outros prejuízos para a saúde. Considerada uma doença autoimune, ela agride o organismo e pode favorecer o desenvolvimento de outros problemas. “O paciente também deve ficar atento, pois outras doenças autoimunes podem se manifestar, como vitiligo, problemas da tireoide e lúpus eritematoso”, relata Fabiane Andrade Mulinari Brenner, coordenadora do departamento de cabelos e unhas da SBD.

De acordo com a especialista, os principais motivos que provocam a alopecia estão relacionados ao estresse excessivo e crises emocionais. No entanto, alguns traumas físicos e quadros infecciosos também podem contribuir para o aparecimento da doença. A boa notícia é que o tratamento é eficaz e costuma trazer resultados positivos. Porém, é preciso realizá-lo de forma consistente, por longos períodos.

“Os métodos visam controlar a doença, reduzir as falhas e evitar que novas surjam. Porém, o procedimento escolhido vai depender da avaliação do especialista em conjunto com o paciente”, explica a médica.

Além disso, a alopecia também pode ser androgenética que, conforme o nome já diz, aparece por conta de heranças genéticas. Assim como a variação aerata, o problema não tem cura. No entanto, o tratamento correto também pode trazer bons resultados ao paciente.

“Essa condição surge em diversas idades. Na adolescência, por exemplo, pode ser potencializada pelo estímulo dos hormônios androgênios. Na menopausa, existe o risco de se tornar mais evidente. Com isso em mente, vale destacar a importância do diagnóstico precoce”, explica a tricologista Ana Cristina Trench.

De acordo com as especialistas, ao menor sinal de afinamento e queda dos fios capilares, o melhor a se fazer é buscar orientação médica. Detectar o problema logo no início é a chave para controlar a alopecia e manter a qualidade de vida e o bem-estar.

Fonte: Alto Astral

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