Frontoplastia: conheça a cirurgia plástica que diminui o tamanho da testa

Especialista esclarece dúvidas e explica como funciona o procedimento que não para de crescer no Brasil

"Procedimento não envolve estrutura óssea"
"Procedimento não envolve estrutura óssea" - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 25/08/2021 às 13:03
Atualizado às 13:03

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A frontoplastia é um procedimento que está em alta no mercado brasileiro, um dos mais aquecidos do mundo quando o assunto é cirurgia plástica. De acordo com dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), o Brasil é líder mundial em operações estéticas, como lipoaspirações e implantes de silicone.

São dados que demonstram uma certa insatisfação do brasileiro com o próprio corpo. E que também evidenciam a busca pela aparência perfeita, muitas vezes impulsionada pelo que é visto nas redes sociais. Nesse sentido, a frontoplastia – cirurgia que corrige o tamanho desproporcional da testa – aparece como a nova queridinha dos brasileiros, conforme conta Patrícia Marques, cirurgiã plástica especialista em procedimentos de cabeça e pescoço. “Tivemos quase o dobro de consultas nos últimos meses, em sua maioria mulheres entre 18 e 30 anos”, afirma.

Patrícia é pioneira da técnica no Brasil e diz que, apesar do procedimento ainda não figurar no ranking de cirurgias mais realizadas no país, em 2020 foi notório o aumento da procura por maiores informações sobre a frontoplastia. “Acredito que o uso da máscara evidencie ainda mais a testa maior, como contaram muitos de meus pacientes,” analisa.

Principais dúvidas sobre a frontoplastia

Apesar da alta procura, a cirurgia é um procedimento relativamente novo no Brasil e, por isso, ainda é cercado por alguns mitos e inverdades. Talvez o mais clássico seja a crença de que os cirurgiões alteram a estrutura óssea do rosto para realizar a operação. Mas, de acordo com Patrícia, o que ocorre na verdade é uma incisão bem rente ao couro cabeludo, que retira o excesso de pele e puxa a linha capilar para baixo.

Outra dúvida comum é se a técnica não oferece riscos de paralisia facial, já que ela atua diretamente no rosto do paciente. Patrícia explica que, como os nervos motores da face não estão na região operada, isso não é possível. "Este tipo de mudança pode acontecer no lifting facial cirúrgico, por exemplo, que envolve incisões nas laterais do rosto, diferente da frontoplastia”.

Porém, a cirurgiã também ressalta que o procedimento – assim como qualquer cirurgia – pode gerar uma pequena queda de cabelo por alterações hormonais. O efeito colateral, no entanto, dura poucas semanas.

Finalidades que vão além da beleza

Fora o objetivo de melhorar a estética facial, Patrícia também explica que a cirurgia pode ser usada para reconstruir e reparar a face. Pode, portanto, ser muito útil em pacientes que foram vítimas de queimaduras ou tumores, onde a parte afetada precisa ser removida. Com a frontoplastia, a pele do couro cabeludo é distendida e pode cobrir a região acometida.

Recuperação e cicatriz

A cicatriz é um fato que pode preocupar mais os indivíduos que sofrem de calvície. De acordo com Patrícia, a técnica consiste em preservar os folículos pilosos, que são os responsáveis pelo crescimento de cabelo. "Conforme a cicatrização progride, cabelo cresce por meio dos cortes, o que ajuda a camuflar a cicatriz, por isso é fundamental o tratamento adequado do couro cabeludo", diz a médica. Para quem sofre com queda de cabelo, a recomendação da especialista é de complementar o tratamento com um transplante capilar.

Muitas pessoas também podem especular que o processo de recuperação é longo, por acharem que a frontoplastia envolve procedimentos na estrutura óssea. Mas, conforme Patrícia explicou, isso não é verdade e, portanto, a recuperação costuma ser tranquila. A cirurgiã recomenda aproximadamente duas semanas para descansar bem.

"A região da cicatriz costuma ficar também um pouco adormecida, mas isto é comum em cirurgias do tipo, e dentro de 3 a 6 meses voltará ao normal", finaliza.

Fonte: Alto Astral

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