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Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose: aprenda a identificar o problema

Pandemia, home office e sedentarismo agravaram a situação da doença no mundo

Pandemia, home office e sedentarismo agravaram a situação da doença no mundo
Atividade física é aliada da prevenção - Shutterstock

Hoje, dia 16 de setembro é o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose. Uma data simbólica para alertar sobre os riscos da doença cardiovascular que, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), atinge mais de 180 mil brasileiros todos os anos.  A enfermidade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, também está entre as que mais matam no mundo.

Existem inúmeros fatores que podem favorecer o aparecimento da trombose, como mutações genéticas, uso de hormônios, gravidez, fraturas e até mesmo a Covid-19. A doença ocorre por causa de uma formação de coágulos de sangue nas veias. Costuma atingir mais os membros inferiores – por problemas no retorno venoso –, mas também pode aparecer em qualquer parte do corpo. A maioria dos pacientes são mulheres com mais de 40 anos, mas, de acordo com especialistas, qualquer pessoa está suscetível à trombose.

Principais indícios de trombose

Segundo Juliana Sander Suguita, cirurgiã vascular do Vera Cruz Hospital, os sintomas mais comuns são dores nas pernas, fadiga muscular, formigamentos, perda de massa muscular, lapsos de memória e desorientação. "Tive dois pacientes com queixas marcantes; uma moça jovem, ativa antes da doença, que quis desistir da consulta, pois teria que atravessar a avenida em frente ao consultório e subir alguns degraus. Em outro caso foi de um rapaz, que se queixava de se perder ao fazer o trajeto de casa ao trabalho todos os dias, mesmo trabalhando na mesma empresa há cinco anos", relata a médica.

A doença, no entanto, também pode se manifestar diretamente na região onde ocorre a coagulação do sangue. "Se tratando do comprometimento de um membro, uma forte suspeita se dá diante de um quadro de dor associada a um edema assimétrico do mesmo, ou seja, um membro de maior tamanho que o outro", reforça a médica angiologista do Hospital Anchieta de Brasília, Alane Leite. "Em casos de suspeita, o paciente deve procurar atendimento médico a fim de realizar a devida investigação", ressalta.

O maior risco de não procurar ajuda médica e permitir que a trombose evolua no organismo, é o aparecimento de uma embolia pulmonar. Segundo a Dra. Alane, isso acontece quando a “fragmentação de parte do trombo caminha em direção ao pulmão, podendo causar um quadro de falta de ar súbito”. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue e ultrassom. E, conforme a maioria das doenças, quanto antes se identificar o problema, mais fácil será a solução.

Prevenção inclui atividades físicas

Uma das principais causas da trombose é o sedentarismo, que além de proporcionar ganho de gordura corporal, também dificulta o retorno venoso do organismo. E, durante a pandemia de Covid-19, muitas pessoas se viram obrigadas a ficarem confinadas em casa, para evitar a contaminação do coronavírus. A quarentena é uma das maneiras mais eficazes de frear a pandemia, porém, ela também gera alguns efeitos colaterais.

Pessoas que começaram a trabalhar em casa, por exemplo, costumam passar o dia inteiro em frente ao computador. Deixaram de se locomover até as suas empresas e até mesmo de caminhar até o restaurante na hora do almoço. Muitas vezes sem nem perceber, a pessoa passa o dia todo sentada ou deitada. Algo que, para os especialistas, também influencia o desenvolvimento da trombose, já que atrapalha a circulação sanguínea.

De acordo com a Dra. Juliana, a melhor forma de driblar esses efeitos do home office é prestar atenção e procurar se mexer, mesmo dentro de casa. "Mesa, cadeira e computador na altura certa, beber muita água e, também, levantar-se pelo menos a cada duas horas para se movimentar um pouco", recomenda a especialista.

O tratamento da trombose consiste no uso de medicação anticoagulante, além do uso de analgésicos para controle de dor e meia elástica para auxiliar o retorno venoso. Porém, de acordo com a profissional de educação física e especialista em treinamento de força da Bodytech Asa Norte, Marília Rojas Bayma, a prática de atividade física pode ser uma boa maneira de prevenir a doença.

De acordo com ela, o treinamento de força está associado ao processo de contração muscular e hipertrofia. Fatores que contribuem para o bom funcionamento das veias sanguíneas e podem evitar o aparecimento de trombose. "A prática da musculação aliada a bons hábitos alimentares, hidratação adequada, redução do consumo de álcool, não fumar e manter uma rotina de sono equilibrada e de qualidade, são fatores que previnem o risco de desenvolver trombose", explica.

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