A aplicação das doses de reforço das vacinas contra a Covid-19 ocorre desde o início do segundo semestre de 2021. O motivo, de acordo com a ciência, é conferir uma maior proteção para a população contra a infecção causada pelo coronavírus. O que faz todo sentido, já que uma pessoa que recebeu a terceira dose dos imunizantes possui 93,4% menos risco de morrer por causa da doença.
Ao menos é o que aponta uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estatísticas Britânico (ONS, na sigla em inglês). De acordo com os estudiosos, quando comparada com alguém que não foi vacinado, uma pessoa que completou o ciclo vacinal (com duas doses) tem 81,2% menos chances de morrer por Covid-19. Já entre aqueles que receberam o reforço (terceira dose), o risco é 93,4% menor.
O estudo analisou dados de julho a dezembro de 2021 na Inglaterra e os separou de acordo com a idade das pessoas. A conclusão foi de que, em todas as faixas etárias, as mortes entre os vacinados são menores. Principalmente para os grupos que já receberam a dose de reforço.
Apesar disso, a ONS ressalta que as taxas de mortalidade identificadas pela pesquisa não devem servir como medida de eficácia das vacinas. Os pesquisadores informam que o estudo foi realizado apenas por idade e tamanho da população, desconsiderando outros aspectos, como problemas de saúde pré-existentes, por exemplo.
Números das doses de reforço das vacinas no Brasil
Segundo os dados do consórcio de veículos de imprensa, o Brasil já superou a marca de 150 milhões de pessoas totalmente vacinadas e mais de 50 milhões de indivíduos já receberam a dose de reforço por aqui.
No entanto, em boa parte do mundo – incluindo o Brasil – o avanço da variante Ômicron segue em ascendência. Por isso, ainda é cedo para abaixar a guarda e decretar o fim da pandemia. Cuidados como usar máscaras, evitar aglomerações, manter a higienização e, claro, completar o ciclo vacinal com a dose de reforço continuam extremamente necessários.
