Linfoma de Hodgkin e Não-Hodgkin: entenda as doenças de Caio Ribeiro e Caike Luna

Tumores são diferentes, mas ambos comprometem o sistema imunológico dos pacientes

Entenda a diferença entre os tumores
Entenda a diferença entre os tumores - Foto: Reprodução Instagram @caiobaribeiro / @caikeluna

por Redação SD
Publicado em 06/10/2021 às 10:00
Atualizado às 10:00

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No último domingo (03), o comentarista esportivo e ex-jogador de futebol, Caio Ribeiro, anunciou em seu perfil no Instagram que, após o resultado de alguns exames, estava curado de um Linfoma de Hodgkin, câncer que afeta o sistema imunológico. “Acho que foi sim o maior jogo da minha vida e a gente venceu. Juntos!!!”, escreveu.

No mesmo dia, porém, o ator Caike Luna, faleceu após não resistir ao tratamento contra um Linfoma Não-Hodgkin. "As duas categorias - Hodgkin e não-Hodgkin -, contudo, apresentam outros subtipos específicos, com características clínicas diferentes entre si e prognósticos variáveis. Por isso, o tratamento não segue um padrão, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as modalidades", explica Mariana Oliveira, hematologista do CPO Oncoclínicas.

De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Linfoma Não-Hodgkin (LNH) atingiu 12.030 brasileiros em 2020 e provocou a morte de 4.923 pessoas. O câncer tem origem no sistema linfático e está diretamente ligado à resposta imunológica do paciente. Ele pode aparecer em qualquer região do corpo e, por isso, sua detecção precoce pode ser mais difícil de ocorrer. Os principais sintomas são: aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço, axilas e/ou virilha, suor noturno excessivo, febre, coceira na pele e perda de peso maior que 10% sem causa aparente.

Já o Linfoma Hodgkin atingiu 2.640 brasileiros no último ano e fez 532 vítimas fatais. Assim como o LNH, o câncer acomete o sistema linfático e imunológico, porém, de forma ordenada, através dos vasos linfáticos. Por isso, ele costuma aparecer, predominantemente, nas regiões do pescoço e do tórax – fatores que facilitam seu diagnóstico precoce. Os sintomas podem gerar nodos indolores e superficiais nas regiões afetadas, além de tosse, falta de ar, desconforto e distensão abdominal, febre, cansaço, suor noturno, perda de peso sem motivo aparente e coceira no corpo.

A ciência ainda não descobriu os motivos reais que levam ao aparecimento de linfomas. No entanto, manter um estilo de vida saudável e realizar exames de rotina podem facilitar o trabalho médico, caso algum problema aconteça. "A boa notícia é o fato de os linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial", afirma a Dra. Oliveira.

"De forma bastante simplificada, podemos dizer que os imunoterápicos desativam os receptores dos linfócitos e, assim, permitem que as células doentes sejam reconhecidas. Isso faz com que o organismo volte a combater o tumor - e sem causar efeitos colaterais comuns a outras medicações habitualmente adotadas nos processos terapêuticos", finaliza a médica.

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