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Chip da beleza: o implante hormonal realmente funciona? Entenda

A ex-BBB Flay falou ao Fantástico sobre os efeitos que o chip da beleza teve em seu corpo. Saiba se o implante é mesmo indicado

Chip da beleza: o implante hormonal realmente funciona? Entenda
Chip da beleza: o implante hormonal realmente funciona? Entenda - Foto: Reprodução Instagram (@flay)

A atual vencedora do The Masked Singer Brasil e ex-BBB Flay, 28, estava insatisfeita com o próprio corpo. Por isso, a cantora recorreu ao “chip da beleza” — um implante hormonal. No entanto, logo no primeiro mês ela se assustou com os efeitos colaterais.

Flay não é a primeira celebridade a usar o chip da beleza. Anteriormente, a influenciadora Virginia Fonseca já havia relatado usar o dispositivo com o objetivo de ganhar massa magra. Devido ao uso indiscriminado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu, na última semana, que médicos prescrevam esteróides anabolizantes para fins estéticos.

Em entrevista ao Fantástico, Flay relatou os efeitos que o dispositivo trouxe ao seu corpo. “Começou a cair bastante meu cabelo. A minha pele foi a minha maior tristeza. O meu rosto começou a encher completamente de espinha. Foi com o chip que ganhei 10 quilos”, relembra.

O que é o chip da beleza?

O dispositivo é, na verdade, um implante hormonal. Ou seja, um mecanismo que libera substâncias funcionais para o organismo. Ele pode ser de silicone ou de um material absorvível. Normalmente, ele de gestrinona — um hormônio que tem efeitos anabolizantes semelhantes à testosterona — ou, então, de testosterona.

“Ambas as apresentações são pequenas, do tamanho de um palito de fósforo. O de silicone, por exemplo, é inserido por baixo da pele do abdômen ou do glúteo e age liberando uma possível combinação de hormônios”, explica a Dra. Thais Mussi, médica endocrinologista e metabologista, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

O apelido de chip da beleza, no entanto, é rechaçado pela Elmeco, uma das principais fabricantes de implantes hormonais do Brasil. De acordo com a empresa, o método não tem fins estéticos e precisa da indicação de um médico.

Ainda assim, algumas pessoas preferem ignorar as recomendações e os possíveis efeitos colaterais do chip, se apegando às vantagens do procedimento. “Com a liberação destes hormônios no corpo, a promessa é que a pessoa veja alguns benefícios, como emagrecimento, redução de celulite, ganho de massa muscular e aumento da disposição física”, afirma Thais.

Quais os possíveis efeitos colaterais?

A médica alerta que realizar o procedimento sem a indicação de um especialista costuma ser perigoso e pode gerar uma série de efeitos colaterais. São eles:

  • Desequilíbrio nos níveis hormonais;
  • Aumento de pelos no corpo e no rosto;
  • Queda de cabelo;
  • Sangramento fora do período menstrual;
  • Inchaço;
  • Aumento do clitóris;
  • Mudança na voz;
  • Acne.

“Os efeitos colaterais são frequentes em pacientes que não possuem a indicação para o uso do implante hormonal. Por esse motivo, é tão importante consultar um médico antes da realização”, reforça a endocrinologista.

Além disso, o chip da beleza não é indicado para quem possui algum tipo de doença cardíaca, dislipidemia, obesidade, alterações renais ou problemas hepáticos. Da mesma forma, mulheres grávidas ou lactantes também não devem aplicar o dispositivo.

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