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Como transportar insulina? Farmacêutica explica

Pacientes com diabetes tipo 1 que necessitam de insulina diariamente devem se ater a alguns cuidados específicos na hora de viajar

Como transportar insulina? Farmacêutica explica
Como transportar insulina? Farmacêutica explica - Foto: Shutterstock

As férias de julho chegaram, o que quer dizer que muitos vão tirar uns dias de recesso para viajar e descansar. Além de uma série de cuidados com a viagem, pacientes diabéticos que fazem uso de insulina devem se atentar a como transportar a substância. Isso porque o item exige cuidados específicos na bagagem.

De acordo com a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), o Brasil tem 16,8 milhões de pessoas com a doença. Desse total, cerca de 560 mil têm diagnóstico de diabetes tipo 1 e necessitam de insulina diariamente para sobreviverem. 

Cuidados com o transporte de insulina

Ao viajar, o paciente diabético que utiliza insulina não pode deixá-la de fora da mala de jeito nenhum. No entanto, também não pode transportá-la de qualquer maneira. Por ser um medicamento biológico, ou seja, produzido a partir de células vivas, as insulinas lacradas precisam ser mantidas refrigeradas entre 2°C e 8°C

“A insulina não deve congelar e nem sofrer com as temperaturas extremas. Transportar esse medicamento de forma errada pode impactar negativamente em seu funcionamento e até oferecer riscos ao paciente”, explica Liana Montemor, farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar. 

“O frasco ou refil de insulina não podem estar em contato direto com o gelo, pois evita que o hormônio congele”, acrescenta. Portanto, nas viagens, o frasco deve ser colocado em bolsa térmica ou caixa de isopor, sem gelo comum nem gelo seco. Assim, evita o contato direto com temperatura negativa.

O tipo e a quantidade de gelos, assim como o recipiente ideal, fazem toda a diferença na manutenção da temperatura. Se colocados de modo aleatório, sem o devido estudo, corre-se o risco de congelar ou aquecer as insulinas, inativando-as.

“O gelo que pode ser utilizado é o gelo artificial espuma, indicado para o transporte de produtos que requerem tempo e temperaturas controladas, como o caso da insulina. Estas embalagens devem ser qualificadas por profissional competente antes do uso”, diz Liana.  

Vale destacar ainda que, em viagens de avião, não se deve despachar o frasco de insulina com a bagagem. Isso porque a baixa temperatura no compartimento de cargas pode congelar a insulina.

Bags para insulina

O mercado vem criando alternativas para facilitar e modernizar o transporte, sem que seja necessário levar todo um aparato para conservar a insulina quando se estiver fora de casa. Bolsas com design discreto, versáteis e de fácil manuseio, como shoulder bags (bolsas de ombro), são algumas opções.

“Elas contêm sub compartimento para a alocação de até duas unidades de gelo espuma, além de outro para a inclusão de outros itens necessários para o cuidado com a diabetes, como seringas e fitas de medição glicêmica, ou ainda, para levar a carteira, celular e chaves. O design é de uma bolsa comum para o dia a dia, mas que mantém a temperatura ideal da insulina por até 10 horas”, aponta Liana.

As shoulder bags passam por testes de qualificação em câmaras térmicas, simulando as condições climáticas características do Brasil. E, além de manter a temperatura ideal da insulina, designs mais ergonômicos e funcionais facilitam o transporte e o armazenamento de outros itens essenciais para o cuidado diário com a diabetes, pontua Liana.

“Essas inovações não só aumentam o conforto do paciente durante viagens e deslocamentos, mas também asseguram a integridade e a segurança do medicamento, fundamental para o controle adequado da condição de saúde”, finaliza.

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