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Psicanalista ensina a lidar com feridas emocionais que surgem na infância

Profissional aponta as cinco feridas emocionais mais comuns e sugere formas de lidar com as consequências na vida adulta

Psicanalista ensina a lidar com feridas emocionais que surgem na infância
Psicanalista ensina a lidar com feridas emocionais que surgem na infância - Foto: Shutterstock

Quem nunca passou por uma ferida emocional? O problema é bastante comum e, muitas vezes, surge ainda na infância. Esse período, mesmo repleto de momentos felizes, traz muitos traumas e questões que geram impacto na vida adulta, afetando negativamente os aspectos que envolvem as relações pessoais e profissionais. Por isso, é importante ter atenção com essa carga.  

De acordo com a psicanalista Elainne Ourives, ao nascer, as pessoas são como um “quadro em branco”. E, com o passar do tempo, experiências, situações traumáticas, mágoas e conflitos se acumulam, resultando em problemas emocionais. 

“Esses desafios precisam ser identificados e resolvidos antes que seja tarde demais. Isso porque situações do passado podem drenar a energia vibracional, o que pode resultar em  vícios e comportamentos autodestrutivos”, alerta a especialista.

Conforme a psicanalista, há ainda outros efeitos negativos resultantes dessas questões não resolvidas como a obesidade, compulsão alimentar, ansiedade, hábito de roer unhas, sensação de cansaço recorrente e necessidade de se desculpar o tempo todo. 

“O  impacto desses comportamentos que deixamos sem resposta varia de acordo com cada pessoa, mas normalmente resultam em comportamentos emocionais negativos”, aponta a profissional.

Elainne aponta quais as cinco feridas emocionais mais comuns e ensina a lidar com cada uma delas. Confira:

Rejeição

Entre as feridas emocionais mais comuns estão o sentimento de rejeição, que é sentir-se rejeitado pelos pais, amigos ou parceiros amorosos. Segundo a psicanalista, isso gera uma marca profunda e a incapacidade de estabelecer relações saudáveis. 

“Para virar essa página, é preciso trabalhar o autoconhecimento e a autoaceitação, buscando compreender suas qualidades e valorizando-se”, destaca.

Vergonha 

A sensação de vergonha é outra ferida emocional comum, que pode minar a confiança e levar a problemas de autoestima e identidade. “Experiências de humilhação, especialmente públicas ou repetidas, podem minar a confiança do indivíduo e podá-lo de ter sucesso em sua carreira”, aponta.

Isso porque um indivíduo que foi exposto ao sentimento de vergonha na infância vai evitar defender uma ideia, realizar apresentações de projetos ou até mesmo ministrar uma palestra, sendo que todos esses itens são fundamentais para quem almeja uma vida profissional de sucesso e destaque. 

Nesses casos, resgatar a autoestima pode ajudar a enfrentar medos e desafios com mais confiança, orienta a psicanalista.

Abandono 

O abandono na infância, seja físico ou emocional, pode resultar no medo de rejeição na vida adulta, dificultando a criação de vínculos seguros.

De acordo com a psicanalista, esse temor pode nos levar a evitar riscos ou buscar constantemente a aprovação alheia, comprometendo nossa autenticidade e a capacidade de estabelecer relações genuínas e satisfatórias. Além disso, pode nos impedir de viver plenamente, pois a rejeição faz parte do processo de evolução e aprendizado. 

“A superação, nesse cenário, pode vir por meio da construção de vínculos seguros e terapias que focam na construção da confiança, o que pode ser um caminho valioso”, pontua.

Injustiça

Vivenciar ou perceber situações de injustiça também resulta em feridas emocionais. Isso porque, segundo a psicanalista, pode levar a sentimentos de impotência e desconfiança nas relações sociais e autoridades. Esse é o caso do sentimento de injustiça, que pode gerar frustração profunda, afetando nosso bem-estar emocional e mental. 

Essa ferida emocional pode ainda nos tornar mais cínicos ou desconfiados em relação aos outros e às instituições. Por outro lado, pode também nos impulsionar a busca por mudanças e justiça, motivando ações e movimentos que visam corrigir as desigualdades percebidas. 

“Praticar a resiliência e engajar-se em ações que promovam a equidade e a justiça pode trazer um senso de propósito e empoderamento”, sugere Elainne.

Traição

Já as situações de traição podem levar a dificuldades para confiar nos outros e em si mesmo. “Quando isso ocorre, somos confrontados com uma profunda dor emocional que abala nossa confiança e senso de segurança. Esse evento pode levar a questionamentos sobre nossa capacidade de julgamento e afetar negativamente a forma como construímos e mantemos relações futuras”, destaca.

Segundo ela, a superação desse sentimento exige tempo e, muitas vezes, um processo de resgate interior para restaurar a confiança em si mesmo e nos outros. “A terapia pode ajudar no processo de resgate, promovendo o perdão, a reconstrução da autoconfiança e a habilidade de estabelecer relações mais saudáveis no futuro”, conclui a especialista.

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