Dia do sexo: conheça os benefícios e melhore a performance

Vida sexual ativa melhora a saúde do corpo e da mente; saiba como

Sexo é importante para a qualidade de vida
Sexo é importante para a qualidade de vida - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 06/09/2021 às 11:00
Atualizado às 11:00

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O dia do sexo, comemorado estrategicamente hoje, no dia 6/9, é uma data importante para lembrarmos da importância de ter uma vida sexualmente ativa e saudável. Ter relações sexuais satisfatórias podem melhorar o humor, a qualidade da pele e até mesmo auxiliar na prevenção de doenças graves.

A prática, muitas vezes, pode ser considerada como uma atividade física. E os benefícios são muito semelhantes, mas vão além do gasto calórico e do condicionamento. Basta analisarmos nosso próprio comportamento após relações sexuais satisfatórias. O sorriso fica mais fácil, a sensação de realização domina a mente e as coisas parecem que fluem melhor durante o dia. Tudo isso está ligado à liberação de hormônios que contribuem não apenas para melhorar o bem-estar emocional, como manter o organismo saudável.

Por outro lado, se as relações com o parceiro não andam muito bem ou se a prática simplesmente não existe, alguns problemas ficam notórios. O estresse pode aumentar, causando irritabilidade e até mesmo ansiedade. Algo que abala o sistema nervoso e pode acarretar outras complicações ao longo do tempo.

A importância dos 5 sentidos na hora do sexo

Por isso é importante cuidar dos relacionamentos e valorizar cada sensação que o sexo proporciona. Os sentidos – visão, olfato, tato, paladar e audição – são fundamentais para uma relação agradável e satisfatória. “Nossos cinco sentidos fazem parte do sistema sensorial do nosso corpo. Esse sistema, portanto, é responsável por enviar as informações obtidas para o sistema nervoso central que, por sua vez, analisa e processa a informação recebida”, explica Margareth Signorelli especialista pós-graduada em sexualidade e terapia sexual – Prosex – pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

A especialista também explica como cada um dos sentidos pode ajudar a melhorar os prazeres do sexo e como usá-los da melhor maneira. Confira as recomendações da Dra. Signorelli:

Visão: Veja e perceba cada movimento da pessoa na hora do sexo. Observe cada curva, admire com desejo.

Tato: Em cada parte que você vê, toque, perceba as diferentes texturas que temos no corpo. Sinta a temperatura em cada parte tocada.

Olfato: Sinta o cheiro do corpo do parceiro. O cheiro do feromônio que exala porque está sendo estimulado.

Paladar: Uma das práticas tântricas é lamber e cheirar para que haja ainda mais liberação dos feromônios corporais, principalmente na virilha.

Audição: Se atente aos sons que a pessoa que você está estimulando está fazendo. Ouça os sons de seus corpos unidos. Sons são extremamente estimulantes.

Diálogo antes, durante e depois do sexo é fundamental

A comunicação é um dos principais pilares de todos os relacionamentos. E com o sexo não é diferente. “É comprovado que os sons aumentam muito o prazer do casal. Algumas pessoas, portanto, têm dificuldade em liberar sons na cama. Isso precisa ser conversado, pois alguns gostam de ouvir mais do que outros. Deixe-se levar pela emoção do momento e, se sentir à vontade, deixe que sua voz mostre o que seu corpo está sentindo”, aconselha a especialista.

Conversar sobre sexo com o parceiro, de forma aberta e sincera, pode evitar problemas bobos no relacionamento. Além de contribuir para ajustar a sintonia do casal. “As pessoas veem sexo de modos diferentes. É comum que uma delas queira sexo mais frequentemente ou de modo diferente da outra.  Sexo pode ser muito importante para uns e não tão importante para outros. Estas diferenças irão afetar o relacionamento ao longo do tempo e influir em vários aspectos dependendo de como o casal resolver administrá-las”, analisa Signorelli.

O diálogo também interfere diretamente na qualidade do relacionamento e pode melhorar a intimidade entre os parceiros. “O objetivo é que vocês se sintam seguros, confiantes, amados e com intimidade nas suas relações sexuais. Será nesta atmosfera de amor e conexão que sua intimidade crescerá fazendo com que boa parte do seu relacionamento esteja equilibrado”, finaliza a especialista.

Pandemia atrapalha desempenho sexual

Além de separar muitos casais e de impedir que pessoas solteiras continuassem com uma vida sexualmente ativa, a pandemia também pode ter atrapalhado o sexo de outras maneiras. É o que explica a ginecologista, sexóloga e membro da Doctoralia, Aline Ambrosio.

"O estresse e incertezas no que diz respeito ao planejamento de vida, das finanças e o medo de adoecer, são fatores que causam grande prejuízo à saúde em geral. E, ao longo da pandemia, os diagnósticos de ansiedade e depressão dispararam, sendo que tais doenças também afetam negativamente a resposta sexual", explica Ambrosio.

De acordo com a especialista, pessoas que identificaram uma queda no desejo sexual e não se sentem mais seguras para ter relações, não devem ter medo nem vergonha de procurar ajuda médica. E isso serve tanto para homens, como para mulheres.

“Na maior parte dos casos, esta disfunção sexual tem causas psicológicas. A causa também pode ser secundária a um desequilíbrio hormonal ou a dores no ato sexual, onde o cérebro reconhece a atividade como hostil e reduz o desejo na tentativa de evitar o contato novamente. Assim, o terapeuta sexual seria o mais adequado para tratar a queixa, pois sua formação engloba todos os aspectos da sexualidade: biológicos, psicológicos e sociais”, recomenda a médica.