Câncer por HPV: 5 mitos e verdades sobre a condição

Oncologista esclarece dúvidas sobre tumor que costuma atingir o colo do útero. Entenda o câncer por HPV

Câncer por HPV costuma afetar o colo do útero
Câncer por HPV costuma afetar o colo do útero - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 28/04/2022 às 14:00
Atualizado às 14:00

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O câncer por HPV pode atingir diversas regiões do corpo. De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a infecção causada pelo Papilomavírus Humano é bastante comum e transitória. No entanto, em casos raros, onde a ação do vírus persiste por mais tempo, podem ocorrer lesões com potencial cancerígeno. E, além do colo do útero, o problema também pode acometer vagina, vulva, ânus, pênis, orofaringe e boca.

Por isso, a vacinação contra o HPV, antes de iniciar a vida sexual, é fundamental para evitar complicações futuras. O câncer de colo do útero é, talvez, o maior exemplo de tumor que pode ser evitado dessa maneira.

"O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer que mais afeta as mulheres no Brasil, em algumas regiões chega a ser o segundo. O exame papanicolau, por exemplo, é uma maneira de identificar as lesões pré-malignas antecipadamente. O diagnóstico precoce é fundamental para que possamos agir o mais rápido possível para evitar o diagnóstico em estágios mais avançados.", comenta a oncologista, Dra. Larissa Gomes.

Dessa maneira, com a ajuda da especialista, separamos cinco mitos e verdades sobre o câncer por HPV e os efeitos que ele pode causar no colo do útero. Confira:

1 – Qualquer mulher ativa sexualmente pode ter HPV. Verdade

“Toda mulher que tiver relações sexuais pode ser exposta ao vírus. Apesar do HPV ser autolimitado – no qual a infecção é resolvida até os 30 anos – é estimado que oito em cada 10 mulheres tenham contato com o vírus alguma vez na vida. Porém, a grande maioria consegue combater a infecção sem desenvolver uma doença ou lesão”, afirma a Dra. Gomes.

2 – Câncer do colo do útero não tem prevenção. Mito

“O câncer do colo do útero é uma doença que pode ser prevenida através do rastreamento e diagnóstico precoce. Ou através da vacinação contra o papilomavírus humano – HPV, protegendo, assim, contra os seus subtipos de alto risco”, esclarece.

3 – Toda mulher com HPV terá câncer do colo do útero. Mito

“Pelo HPV promover uma infecção autolimitada, menos de 10% das mulheres irão desenvolver de fato o câncer do colo do útero. Aquelas pacientes que apresentam algum grau de comprometimento de sua imunidade como, por exemplo, portadoras do HIV, transplantadas ou sob tratamento que afetam a sua defesa, podem facilitar a reprodução do vírus. Por isso, mais uma vez, a vacinação contra o HPV se faz essencial”, alerta a médica. 

4 – Preservativos impedem a transmissão do HPV. Mito

“O vírus pode ser transmitido através de outras regiões da genitália, uma vez que também estão expostas durante a relação sexual. É estimado que a camisinha consiga proteger em até 70% o contágio do HPV. Além disso, vale ressaltar que o uso de preservativos pode evitar outras doenças sexualmente transmissíveis, por isso, seu uso é fundamental. Vale frisar que a vacinação contra o HPV é capaz de proteger contra lesões pré-malignas e neoplasias de colo uterino, vulva, vagina, ânus, cabeça e pescoço”, ressalta a oncologista.

5 – Quem toma a vacina contra HPV não precisa usar camisinha. Mito

“A vacina contra o HPV não protege contra os mais de 150 subtipos do vírus, mas previne contra os tipos 16 e 18, que causam mais de 70% dos casos de câncer do colo do útero. É fundamental utilizar preservativos para evitar não só o HPV, mas também outras doenças sexualmente transmissíveis, além da realização periódica de exames preventivos”, finaliza a Dra. Gomes.

Fonte: Dra. Larissa Gomes, oncologista da Oncoclínicas São Paulo.

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