Psoríase é contagiosa? Veja mitos e verdades da doença

O problema está relacionado a fatores imunológicos, genéticos e de interação com o ambiente

Os traumas físicos e tatuagens podem afetar o tratamento
Os traumas físicos e tatuagens podem afetar o tratamento - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 03/05/2021 às 14:36
Atualizado às 14:36

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Você já ouviu falar sobre a psoríase? É uma doença de pele que causa manchas avermelhadas ou rosadas na pele, que descamam, coçam e costumam estar acompanhadas de pontos brancos.

Para esclarecer um pouco mais a respeito do problema, a dermatologista Fernanda Rochelle Teixeira explica que a psoríase é uma doença inflamatória auto-imune que acomete a pele, inclusive podendo acometer o couro cabeludo e também as unhas. "Vale destacar que não é contagiosa", especifica a doutora.

"Não é qualquer pessoa que pode desenvolver psoríase, pois a enfermidade está relacionada com fatores imunológicos, genéticos e de interação com o ambiente", explica a Dra. Fernanda.

Por ser uma doença crônica, essas lesões de pele podem ser controladas, mas não tem cura, ou seja, com o tratamento adequado, elas podem melhorar de aspecto por um período, mas são capazes de voltar novamente. 

Além disso, tomar sol, nem pensar! Segundo a Dra. Gabriela Capareli, tomar sol de maneira exagerada pode piorar a psoríase. Traumas físicos, como as tattoos, também podem agravar a doença inflamatória. "Pessoas que possuem já psoríase e fazem tatuagens, podem desenvolver uma inflamação no local da arte devido à ferida na pele", explica a dermatologista.

Como afeta o sistema imunológico, o estresse e ansiedade também agravam a doença, assim como o frio, visto que a pele fica mais sensível e ressecada.

Para tratar a doença, existem várias opções de tratamento. Mas claro, vai depender do tipo de psoríase do paciente e da gravidade das inflamações. Hidratação da pele, uso de medicações tópicas, fototerapia, uso de medicações via oral e de biológicos ajudam a tratar a doença. "É importante lembrar que o tratamento deve ser sempre prescrito e acompanhado por um médico", finaliza a Dra. Fernanda Rochelle. 

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