Paxlovid: veja quem pode tomar o remédio contra Covid-19 aprovado pela Anvisa

Medicamento da Pfizer foi liberado para uso emergencial na pandemia. Saiba mais sobre o Paxlovid

Paxlovid não substitui vacina
Paxlovid não substitui vacina - Shutterstock

por Redação SD
Publicado em 31/03/2022 às 11:07
Atualizado às 11:07

Facebook Saúde em DiaPinterest Saúde em Dia

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou, na última quarta-feira (30), o uso emergencial do Paxlovid, medicamento que age contra a Covid-19 e pode auxiliar no combate da pandemia. A decisão foi tomada durante uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, que havia recebido o pedido da liberação no dia 15 de fevereiro.

A aprovação do uso do Paxlovid, segundo o Ministério da Saúde, é um passo importante rumo ao fim da pandemia no Brasil. Segundo o ministro Marcelo Queiroga, o acesso a medicamentos eficientes contra a Covid-19, ainda na fase inicial da doença, é determinante para que a situação de emergência na saúde pública acabe.

 Quem pode tomar o Paxlovid

O Paxlovid, na verdade, é a junção de outros dois medicamentos. O primeiro é o nirmatrelvir, remédio novo, desenvolvido pela Pfizer-BioNTech. Já o segundo, trata-se do ritonavir, substância já utilizada para combater o vírus do HIV, causador da AIDS. Em conjunto, os dois atuam no bloqueio de uma enzima necessária para que o coronavírus consiga se replicar no organismo humano.

O medicamento é indicado para pacientes adultos, que já tenham testado positivo para a Covid-19 e apresentem um quadro com alto risco de progressão para uma versão grave da doença. De acordo com resultados de ensaios clínicos, o Paxlovid é capaz de reduzir em 89% o risco de hospitalização ou morte em adultos vulneráveis ao coronavírus.

Quem não deve tomar

O uso do Paxlovid, de acordo com a Anvisa, não é recomendado para alguns grupos de pessoas. São eles:

  • Crianças e adolescentes;
  • Grávidas;
  • Pacientes hospitalizados com sintomas graves da Covid-19 ou que necessitam de oxigênio suplementar;
  • Pessoas não infectadas pelo coronavírus;
  • Indivíduos com problemas renais.

A agência reguladora também não autorizou o uso do Paxlovid por mais de cinco dias. A venda só pode ocorrer com prescrição médica e a droga deve ser dispensada exclusivamente pelo farmacêutico.

Leia também