Diabetes gestacional: mitos e verdades sobre a doença

Especialista esclarece as principais dúvidas relacionadas com a diabetes gestacional, condição que atinge uma a cada quatro gestantes

Diabetes gestacional
Diabetes gestacional - Shutterstock

por Redação
Publicado em 30/05/2022 às 13:00
Atualizado às 13:00

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A diabetes gestacional é caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), 25% das mulheres grávidas desenvolvem a doença. 

O acesso à informação é um passo fundamental para prevenir e tratar a condição. Por isso, o endocrinologista e coordenador do Departamento de Tecnologia, Saúde Digital e Inovação da SBD, Dr. Marcelo Krakauer, esclarece as principais dúvidas e mitos sobre a diabetes gestacional.

Os sintomas são dificilmente identificados

Verdade. “Assim como os outros tipos de diabetes, os sintomas são facilmente confundidos com outras doenças”, afirma o endocrinologista. Por isso, o especialista ressalta a importância de realizar o acompanhamento pré-natal da forma correta, já que são nessas consultas que se avalia o nível de glicose e qualquer outra complicação.

A diabetes gestacional causa malformações congênitas ao bebê

Mito. O médico explica que a má formação pode ocorrer quando a mãe é diagnosticada com diabetes antes da gravidez e não realiza o tratamento corretamente. “Durante os últimos meses de gestação, quando pode ocorrer a diabetes gestacional, o bebê já passou pelo processo de formação e só está em fase de crescimento no útero”, acrescenta.

Trata-se de uma doença que não atinge o bebê

Mito. Se a diabetes gestacional não for tratada, pode aumentar o nível de glicose no sangue do bebê. “Isso leva à maior produção de insulina que o normal, fazendo com que a criança nasça com baixos níveis de glicose no sangue, podendo causar problemas respiratórios e a chance do desenvolvimento de diabetes tipo 2. Além do risco de aborto, crescimento indevido, excesso de líquido amniótico dentre outros riscos”, alerta o Dr. Marcelo.

Após o parto, a diabetes gestacional é curada naturalmente

Em partes verdade, como explica o médico. A maioria das mulheres apresentam normalização após o parto, mas uma parcela significativa permanece com diabetes (semelhante ao tipo 2) constantemente, e é recomendado observar os níveis de glicemia nos primeiros dias, além de orientar a manutenção de uma dieta saudável.

Nesses casos, é preciso evitar a prescrição de dietas hipocalóricas e incentivar o aleitamento materno, que pode contribuir para a redução do risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 após a gestação. “Caso ocorra hiperglicemia durante o período de amamentação, o uso de insulina é indicado. A tolerância à glicose deve ser reavaliada a partir de 6 semanas após o parto e medidas de adoção de estilo de vida saudável devem ser estimuladas”, orienta o endocrinologista.

É possível prevenir o desenvolvimento da diabetes gestacional

Verdade. “Fazer escolhas saudáveis na hora da alimentação, além da prática regular de exercícios e a perda de peso para pessoas com sobrepeso ou obesidade podem ajudar na prevenção do diabetes e de outras doenças”, afirma.

A gravidez tardia é um fator de risco

Verdade. “Mulheres que engravidam após os 35 anos de idade são consideradas um dos grupos de risco para a diabetes gestacional. Então é fundamental verificar os níveis de glicose e ter um acompanhamento pré-natal”, aconselha o Dr. Marcelo.

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