Connect with us

O que você está procurando?

Notícias

Carnaval: como fica a saúde das pernas durante a folia?

Samba, sapatos inadequados e longas horas em pé – tudo isso pode prejudicar a saúde das pernas, levando a doenças vasculares

Carnaval: como fica a saúde das pernas durante a folia?
Carnaval: como fica a saúde das pernas durante a folia? - Foto: Shutterstock

Carnaval é a época mais esperada do ano para muitos. Aliás, não é por acaso que se diz que o ano só começa depois do festejo. E, por ser um período de maior descontração, podemos deixar de lado a dieta e aumentar o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ricos em sal, no tradicional churrasco ou fast-food. No entanto, depois da folia, o organismo pede socorro: em forma de ressaca, dores de cabeça, enjoos e tontura, que podem aparecer no dia seguinte. E com as nossas pernas, não é diferente. Quem faz o alerta é a Dra. Paula Freitas, médica cirurgiã vascular da Ipanema Health Club.

“Podemos dizer que a ‘ressaca das pernas’ é muito comum, mesmo em adultos jovens. A sensação de peso, cansaço e, além disso, o inchaço nas pernas seria esse sinal do nosso corpo de que passamos do limite”, esclarece a médica. Os problemas vasculares costumam ser mais frequentes nos membros inferiores, e a especialista explica o porquê isso acontece. “O trabalho das veias é levar o sangue de volta ao coração. Para as pernas, esse caminho é mais longo e contra a gravidade. Por isso, elas sofrem tanto quando esse retorno ao coração encontra alguma dificuldade. Costumo dizer que esse é o preço que se paga por andarmos em pé”, afirma.

Doença venosa crônica e outros problemas vasculares

A especialista explica que quando essas veias não estão funcionando de maneira correta, o paciente sofre de doença venosa crônica. A primeira manifestação é o surgimento de veias doentes e tortuosas, que são as varizes ou vasinhos, dependendo do seu tamanho e profundidade na pele. Inclusive, a doença vascular mais comum são justamente as varizes, pontua a médica. De acordo com ela, os sintomas mais frequentes são:

  • Sensação de peso ou dores nas pernas;
  • Inchaço;
  • Coceira;
  • Cãibras;
  • Formigamentos.

Qualquer um dos sintomas já deve acender o sinal de alerta para esse problema, destaca a médica, que ainda faz um alerta: sentir dor nunca é normal. “Com relação às doenças vasculares, o alerta máximo surge quando a dor e/ou inchaço ocorrem somente em uma das pernas. Nesta situação, deve-se afastar o risco de trombose com um especialista. Quando a dor é associada à vermelhidão, ao aumento de temperatura da pele no local, à febre e a calafrios, deve-se procurar avaliação médica, com urgência, pelo risco de infecção”, explica.

Dicas para cuidar da saúde das pernas durante o Carnaval

Mesmo para quem não tem problema vascular prévio, muitas horas em pé levam a uma sobrecarga da circulação e extravasamento de líquido para a gordura debaixo da pele, explica a cirurgiã vascular. Dessa forma, o resultado é aquele inchaço incômodo. “Os riscos aumentam com o consumo de alimentos ricos em sódio e pouca ingestão de água, associados ao suor excessivo, causado pelo calor e aglomerações”, alerta a especialista.

A principal dica, e também a maneira mais simples de prevenir a “ressaca das pernas” é não esquecer a hidratação, dando preferência à água, podendo alterar com sucos naturais e isotônicos. Além disso, a médica ainda dá outras recomendações:

  • Buscar uma alimentação com menos sal;
  • Evitar longos períodos em pé;
  • Evitar roupas apertadas, já que dificultam o trabalho das veias e dos vasos linfáticos;
  • Usar de meias compressivas, principalmente em pacientes portadores de varizes previamente sintomáticos, após avaliação do cirurgião vascular ou angiologista;
  • Elevar as pernas acima do nível do coração por alguns minutos, pelo menos três vezes por dia, pode aliviar a sensação de peso;
  • Caminhadas leves ajudam a circulação, uma vez que as panturrilhas funcionam como nosso segundo coração. Ao se mover, os músculos se contraem e ajudam as veias das pernas no bombeamento do sangue de volta ao coração;
  • É importante utilizar um calçado confortável, pois a utilização de saltos dificulta o bombeamento a ser efetuado pela panturrilha.

Além disso, existem também medicações que ajudam no trabalho das veias e do sistema linfático, levando ao alívio dos sintomas. Porém, devem ser prescritas após avaliação médica, destaca a Dra. Paula Freitas. 

“A dica de ouro é: se você já sente algum dos sintomas anteriormente mencionados, tenha a sua saúde vascular em dia consultando um cirurgião vascular ou angiologista, para chegar com as pernas saudáveis para curtir o carnaval. E se você seguiu as dicas e os sintomas ainda persistem, procure um cirurgião vascular ou angiologista, para que seja avaliada a necessidade de algum tratamento mais específico”, aconselha a médica.

Fatores de risco

Paula aponta os fatores de risco e situações que contribuem para o surgimento dos problemas vasculares. Segundo ela, a genética é o fator de risco principal na doença vascular de maior prevalência: varizes. Outros fatores são:

  • Idade, uma vez que há um aumento progressivo de acometimento das varizes com o passar dos anos;
  • Obesidade, pelo aumento da pressão dentro das veias;
  • Gestação, pois há uma sobrecarga na circulação, além dos fatores hormonais;
  • Sexo feminino, pela ação hormonal na parede dos vasos.

Além disso, períodos prolongados em pé e até mesmo na posição sentada, bem como a ingestão de bebidas alcoólicas, também contribuem para o surgimento de problemas vasculares.

Advertisement

Você também vai gostar

Notícias

O ritmo e a frequência da pulsação fornecem informações sobre a saúde cardíaca. Aprenda a checar em casa

Alimentação

Consumir açúcar refinado aumenta os níveis de gordura no corpo e o risco de desenvolver doenças como diabetes. Saiba como substituir o produto

Dor

15% dos brasileiros sofrem com enxaqueca, condição que pode ser tratada de diferentes formas. Veja quais terapias podem ajudar

Medicamentos

Anfetamina prescrita para TDAH é frequentemente usada como um estimulante. Conheça os riscos do Venvanse