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Dengues em crianças e adolescentes: saiba reconhecer os sinais

Crianças e adolescentes constituem o grupo com maior complicações da dengue, por isso serão os primeiros a serem vacinados pelo SUS

Dengue em crianças e adolescentes: saiba reconhecer os sinais
Dengue em crianças e adolescentes: saiba reconhecer os sinais - Foto: Shutterstock

O Brasil está enfrentando um surto de dengue, e o número de casos da doença praticamente triplicou em relação ao mesmo período no ano passado. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou um aumento de 291% no número de pessoas infectadas.

Isto é, se nas cinco primeiras semanas de 2023 foram registrados 93 mil casos de dengue, no mesmo período em 2024 esse total corresponde a 360 mil casos (prováveis e confirmados).

Desde julho do ano passado, a Qdenga (vacina contra a dengue) está disponível na rede privada de saúde para pessoas entre 4 e 60 anos de idade. Em fevereiro deste ano, o Ministério da Saúde iniciou uma campanha de vacinação com o mesmo imunizante. O foco, no entanto, é o público com idades entre 10 e 14 anos. 

A escolha desta faixa etária se deu pelo número de hospitalizações e complicações entre crianças e adolescentes. Pensando nisso, o Dr. Gabriel Farias, gerente da UTI Pediátrica do Hospital Icaraí e Hospital & Clínica São Gonçalo, alerta para as formas que a dengue pode se manifestar nos mais jovens.

Casos de dengue em crianças e adolescentes

Segundo ele, as crianças apresentam sintomas semelhantes aos adultos. “Dentre os principais podemos observar febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e até presença de hemorragias nos casos mais graves”, alerta. 

O médico alerta que a prevenção se dá através de medidas básicas, como não manter água parada em recipientes e fazer o uso de repelentes recomendados. Além disso, a vacinação surge como mais uma aliada no combate à doença.

“O perigo é a doença evoluir para as formas graves  com necessidade de internação em UTI, por presença de disfunções da pressão arterial e hemorragias”, diz Gabriel.

O tratamento, por outro lado, envolve repouso, hidratação oral, hidratação venosa e, dependendo do caso, medidas intensivas de suporte em ambiente hospitalar. “É importante buscar auxílio médico, pois a doença pode evoluir de forma rápida, com risco à vida”, destaca. 

O profissional lembra ainda que, mesmo com o início da campanha de vacinação, as medidas básicas de precaução contra a dengue ainda são essenciais.

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