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Dia Mundial da Voz: saiba quando se preocupar com a rouquidão

Ao falar muito ou gritar, podemos ficar com rouquidão. Porém, ela pode ser sintoma de problemas mais graves de saúde

Dia Mundial da Voz: saiba quando se preocupar com a rouquidão
Dia Mundial da Voz: saiba quando se preocupar com a rouquidão - Foto: Shutterstock

Quando falamos demais ou gritamos muito, é normal a rouquidão aparecer. Ela é um sinal de que houve alteração na qualidade da voz, seja na intensidade, tom ou no timbre vocal. No entanto, o sintoma também pode indicar problemas graves de saúde.

Apesar de comum, se a rouquidão permanecer por duas semanas ou mais, a situação deve despertar preocupação. Isso porque ela pode indicar a presença de doenças, conforme alertam a Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) e a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Impacto do comportamento vocal

Vale destacar que a persistência da rouquidão é mais comum em pessoas que trabalham com a voz. É o caso de cantores, locutores e professores, mas não é exclusivo do grupo.

Afinal, o problema pode atingir qualquer um e também acompanhar de outros sintomas. Isso porque é comum sentir ainda irritação ou dor de garganta, pigarro, tosse com ou sem secreção, sensação de que há algo preso na garganta, cansaço vocal, entre outros.

“O comportamento vocal pode influenciar o aparecimento de problemas em profissionais ou pessoas comuns. De acordo com a Dra. Adriana Hachiya, presidente da ABLV., diversos hábitos aumentam a chance de doenças que afetam a voz.

A médica cita, por exemplo, falar alto, sussurrado, com esforço, ou em um tom de voz que é diferente do seu tom original (mais grave ou mais agudo), bem como, falar em locais ruidosos, não tomar água, fumar ou beber.

Riscos da rouquidão persistente

Entre as sérias enfermidades está o câncer de laringe, que tem 90% de chances de cura quando descoberto precocemente. A doença é mais prevalente no público masculino. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) são estimados 6.570 casos em homens e 1.220 em mulheres. No total, há 7.790 casos no território nacional por ano no País.

“A rouquidão muitas vezes é negligenciada pela população, principalmente quando falamos do público masculino, que não tem o hábito de frequentar o médico constantemente como a mulher. Eles são o principal grupo de risco para esse tipo de câncer”, explica a médica.

Além do câncer de laringe, outras doenças podem estar associadas à rouquidão. É o caso de gripe, resfriado, refluxo, tumores benignos e lesão nas cordas vocais, que se caracterizam principalmente pela presença de nódulos na região.

Diagnóstico e tratamento

Quando a rouquidão ultrapassa 15 dias de duração é primordial procurar um otorrinolaringologista, que é o especialista mais indicado para diagnosticar o problema. O médico vai fazer uma avaliação do histórico clínico e realizar exames como a laringoscopia, que permite observar a laringe e faringe com o auxílio de um aparelho, testes laboratoriais e fazer uma investigação radiológica e biópsia, caso necessário.

Dependendo da causa da rouquidão, o médico pode indicar o uso de medicamentos, mudança de hábitos alimentares ou comportamentais ou outros recursos terapêuticos como a fonoterapia, explica a médica. 

“Se houver suspeita de câncer de laringe, o paciente será encaminhado para uma biópsia. Se comprovado um câncer, será definido o melhor tratamento para o paciente, dependendo da gravidade da doença e incluir uma cirurgia endoscópica, radioterapia, quimioterapia ou cirurgias maiores como a laringectomia total”, finaliza a especialista

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