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Estudo aponta que ser solteiro pode aumentar o risco de vida; entenda

Pesquisadores da Alemanha observaram que o estado civil pode ter interferência no tratamento de alguns pacientes

Ser solteiro pode ser prejudicial
Ser solteiro pode ser prejudicial - Foto: Shutterstock

Hoje, 12 de junho, é o Dia dos Namorados. Uma data famosa, onde os casais apaixonados aproveitam para celebrar o amor. Já entre os solteiros, tem quem não ligue para a data. Mas, também existem aqueles que acabam se sentindo desconfortáveis com o momento. Para ambos os casos, uma descoberta científica pode gerar um sinal de alerta pouco provável.

Se você vai passar o Dia dos Namorados sozinho, é possível que o seu risco de morte seja maior. Ao menos foi o que identificou uma pesquisa realizada pelo Hospital Universitário de Würzburg, na Alemanha. Mas, por enquanto, isso vale apenas para quem já possui um quadro de insuficiência cardíaca.

Os riscos de ser solteiro

Dessa maneira, segundo os pesquisadores, os solteiros que, literalmente, sofrem do coração, possuem mais risco de morte do que pessoas casadas na mesma condição. Isso acontece por causa do apoio social e da “proteção” que o matrimônio pode oferecer para o tratamento de pacientes cardíacos.

Para chegar a essa conclusão, os estudiosos analisaram 1.022 pacientes internados por insuficiência cardíaca descompensada, entre os anos de 2004 e 2007. No total, 1.008 desses pacientes informaram o seu estado civil: 633 (63%) eram casados ​​e 375 (37%) solteiros, sendo 195 viúvos, 96 nunca casados ​​e 84 separados ou divorciados. Todas essas pessoas receberam acompanhamento por 10 anos.

Além disso, entre os pacientes que faleceram nesse período foi identificado que, ser solteiro, tinha uma associação com maiores riscos de morte por todas as causas, em comparação com ser casado. Segundo Fabian Kerwagen, autor do estudo, essa conexão entre o matrimônio e uma maior longevidade reforça a importância da sociedade.

“O apoio social ajuda as pessoas a lidar com as condições de longo prazo. Os cônjuges podem ajudar na adesão aos medicamentos, incentivar e ajudar no desenvolvimento de comportamentos mais saudáveis, o que pode afetar a longevidade”, disse Kerwagen em comunicado.

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