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7 motivos para começar o ano diminuindo o consumo de açúcar

Especialistas detalham sete problemas de saúde que comumente estão associados ao consumo exagerado de açúcar. Saiba como reduzir os danos

7 motivos para começar o ano diminuindo o consumo de açúcar
7 motivos para começar o ano diminuindo o consumo de açúcar - Foto: Shutterstock

O início do ano é uma ótima oportunidade para rever nossos hábitos e buscar adotar uma rotina mais saudável e equilibrada. Portanto, que tal aproveitar o mês de janeiro para deixar de lado hábitos prejudiciais à saúde, como o consumo excessivo de açúcar? 

“O açúcar vicia física e emocionalmente, por causa de vários mecanismos metabólicos e bioquímicos. O consumo excessivo pode levar a doenças metabólicas como obesidade e diabetes, porém agrava os riscos de doenças cardiovasculares, inflamatórias, degenerativas e até neoplásicas”, explica a médica nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). 

Abaixo, especialistas destacam 7 danos, entre aqueles que são perceptíveis e os que são silenciosos, do consumo excessivo do açúcar. Confira:

Doenças metabólicas, renais e câncer

Obesidade e diabetes são dois dos problemas metabólicos que surgem por consequência de uma alimentação rica em açúcar, principalmente doces. Além disso, o carboidrato em excesso também pode favorecer o surgimento de câncer. “As células cancerígenas, assim como todas as outras células do organismo, precisam de fontes de energia para sobreviver. Enquanto algumas células retiram essa energia do oxigênio, outras, como as células neoplásicas, utilizam como fonte de energia a fermentação do açúcar. Dessa forma, o açúcar, mais especificamente a glicose, pode impulsionar o desenvolvimento do câncer, já que alimenta as células cancerígenas, que crescem e se espalham pelo organismo”, ressalta a médica nutróloga. 

Os problemas metabólicos podem favorecer uma cascata de danos, segundo a médica nefrologista Dra. Caroline Reigada, especialista em Medicina Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. “O açúcar em excesso também acarreta maior inflamação, com consequente risco de diabetes – que é o maior fator de risco para doença renal crônica no mundo. A resistência à insulina (condição típica do diabetes tipo 2) gera vasoconstrição (estreitamento de vasos) e retenção de sódio e água pelo organismo, além de endurecimento dos vasos sanguíneos – o que pode lesar os rins”, explica a médica.

Envelhecimento acelerado da pele e do cabelo

Alimentação e pele formam uma relação muito interessante, pois o padrão alimentar pode acelerar ou ajudar a tratar o processo de envelhecimento. “Alimentos ricos em açúcar, por exemplo, se unem às proteínas da pele, causando o que chamamos de glicação. Quando essa ligação acontece, as moléculas de colágeno e elastina são quebradas, o que favorece o aparecimento de rugas e flacidez”, explica a Dra. Cintia Guedes, dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

Além de afetar a pele, o consumo excessivo de açúcar também pode prejudicar a saúde dos cabelos, pois, por ser um alimento inflamatório, o açúcar favorece a queda capilar e diminui a taxa de crescimento dos fios. “O consumo de açúcar leva a uma liberação de insulina para que esse açúcar seja absorvido. Porém, se a liberação de insulina for exagerada, ocorre uma alteração metabólica que resulta na produção de substâncias que inibem o crescimento dos fios”, afirma a dermatologista.

Desordens estéticas corporais

Muita gente ainda associa problemas como a celulite e gordura localizada ao sobrepeso, mas isso, na verdade, tem mais relação com o padrão alimentar. “Ao ver uma mulher magra, não estamos realizando uma avaliação de composição corporal, sendo assim, ela pode ter alto percentual de gordura e consequente celulite. Não sabemos dos hábitos de vida dessa mulher magra e, além disso, do consumo de alimentos inflamatórios que ela ingere”, explica a Dra. Cláudia Merlo, médica especialista em Cosmetologia pelo Instituto BWS. 

Outro problema corporal comum é o aparecimento de estrias, que também tem relação com a glicação, segundo Ludmila Bonelli, cosmiatra, especialista em dermatocosmética e diretora científica da Be Belle. “Quando o açúcar endurece o colágeno, ele perde a sua funcionalidade de mobilidade, de sustentação. A pele fica mais desidratada também. Dessa forma, surgem as rugas, a flacidez e até as estrias, uma vez que esse colágeno rompe com mais facilidade, formando essas ‘marcas’”, destaca Ludmila.

Fadiga e exaustão

O excesso de açúcar na dieta faz as mitocôndrias  (organelas centrais da célula responsáveis pela produção de energia) perderem eficiência. Como consequência, há uma redução da produção de energia, segundo a Dra. Marcella. “A hiperglicemia (elevado nível de glicose no sangue) afeta mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. Em nível celular, o estudo enfatizou que o açúcar em demasia na dieta afeta a integridade da mitocôndria, considerada o pulmão celular. Com isso, os eventos metabólicos iniciais como fadiga e cansaço podem ser indicativos do desenvolvimento do diabetes”, explica a médica nutróloga.

Problemas circulatórios

O açúcar em excesso pode ser bastante prejudicial para o coração. Além de estar relacionado com a obesidade e com a diabetes mellitus, ele também é um grande vilão para o aumento de colesterol. O açúcar pode favorecer o aparecimento de problemas cardiovasculares, causando, por exemplo, o espessamento e o acúmulo de placas de gordura dentro da parede das artérias, com consequente obstrução desses vasos. 

“Dependendo da artéria afetada, tal quadro pode levar ainda a incidência de infarto, derrame e problemas de claudicação, que é quando você vai caminhar e tem dificuldade de andar porque falta sangue nas pernas”, diz a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

Prejudica a saúde oral

O açúcar é sabidamente um dos grandes vilões da saúde oral. “Um dos principais problemas nesse sentido é a formação de cáries, que ocorre quando as bactérias da boca metabolizam o açúcar que consumimos, tornando o pH da boca ácido e, consequentemente, provocando a desmineralização do esmalte dos dentes e o aparecimento das cáries. E o pior é que o início dessa ação ocorre poucas horas após a ingestão do açúcar. Além disso, o açúcar também favorece o acúmulo de placa bacteriana que, quando não removida adequadamente, também pode ocasionar gengivite e mau hálito”, alerta o Dr. Hugo Lewgoy, cirurgião-dentista e doutor em Odontologia pela USP.

Problemas de fertilidade e da saúde gestacional

Além de favorecer a obesidade, o que prejudica a qualidade e a quantidade dos espermas e o processo de ovulação, a ingestão de açúcar, por si só, já reduz as chances de um casal engravidar. O consumo excessivo de açúcar pode levar a um processo inflamatório com consequente risco de estresse oxidativo, o que pode lesar o DNA de células germinativas. 

O consumo exagerado também tem impacto na obesidade e no aparecimento de diabetes mellitus gestacional, segundo o ginecologista obstetra Dr. Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) e diretor clínico da Neo Vita. “Alguns trabalhos apontam que altos níveis de glicose em mães com diabetes gestacional desencadeiam mudanças epigenéticas no feto em desenvolvimento (modificações na atividade genética do feto em virtude de exposições ambientais), resultando em efeitos adversos para a saúde da criança ao longo do tempo”, explica o especialista.

Reduzindo os efeitos do açúcar no organismo

Como é muito difícil reduzir de tal forma a ingestão de açúcar, até porque a maioria dos alimentos contêm alguma forma da substância em sua composição, a recomendação é adotar medidas que podem ser tomadas para reduzir os danos causados pelo açúcar. “Por exemplo, existem nutrientes como fibras, gorduras boas e proteínas que se forem ingeridos juntos com carboidratos refinados, doces e açúcares, reduzem a velocidade de digestão e absorção do açúcar no sangue, diminuindo o índice glicêmico e fazendo com que não os níveis de glicose e insulina circulantes não aumentem tão rápido”, afirma a médica nutróloga Dra. Marcella.

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