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Acidente de trânsito: como a fisioterapia pode evitar as sequelas?

Cerca de 400 mil acidentes de trânsito resultam em sequelas todos os anos no Brasil. Contudo, fisioterapia pode ajudar

Acidente de trânsito: como a fisioterapia pode evitar as sequelas?
Acidente de trânsito: como a fisioterapia pode evitar as sequelas? - Foto: Shutterstock

As ocorrências com motos representam 54% de todos os acidentes de trânsito do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego. Além do alto risco de morte, esse tipo de sinistro provoca muitas lesões que podem deixar sequelas incapacitantes definitivas. Aliás, a estimativa do Observatório Nacional de Segurança Viária é de que 400 mil acidentados fiquem com algum tipo de sequela a cada ano no Brasil. Nesse contexto, a fisioterapia se mostra indispensável para a recuperação.

O fisioterapeuta Rafael Cavalli, do Hospital Universitário Cajuru, explica que os traumas costumam incluir desde uma perna ou braço quebrado até casos mais complexos, como lesões cerebrais e medulares, por exemplo. “Para devolver a funcionalidade ao paciente, são fundamentais os exercícios de fortalecimento, alongamento, treino de equilíbrio e de força para que voltem a realizar atividades rotineiras e levar uma vida social normal”, detalha.

Problema de saúde pública

Os acidentes de trânsito deixam uma pessoa inválida a cada minuto e tiram a vida de outra pessoa a cada doze minutos. Excesso de velocidade, ingestão de álcool e uso do celular, por exemplo, são alguns dos principais fatores que causam uma colisão nas rodovias ou nas cidades. 

Somente no Paraná, a gravidade destes acidentes resultou em um gasto de R$ 18 milhões em internações hospitalares ao longo de 2022. É o que mostram os registros do Sistema de Informações Hospitalares do SUS. Nesse cenário, profissionais de saúde de hospitais com atendimento de trauma e emergência vivem diariamente o desafio de atender esses pacientes.

Com uma média de 147 mil atendimentos por ano, entre internamentos, urgências e emergências, cirurgias e consultas ambulatoriais, foram mais de 4 mil pacientes que deram entrada no Pronto Socorro devido a acidentes de trânsito ao longo de 2022. Desse total, mais da metade estavam em motocicletas. 

Os primeiros quatro meses deste ano seguiram a mesma tendência, somando 1,4 mil pacientes atendidos por conta de alguma ocorrência nas ruas ou estradas. “É elevado o número de vítimas que chegam aqui com um quadro clínico de alta complexidade. Acidentes com motos e atropelamentos são os que costumam resultar em lesões de maior gravidade. Nessas situações, a manutenção da vida é a prioridade do atendimento”, explica o coordenador médico do Pronto Socorro do Hospital Universitário Cajuru, José Arthur Brasil.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que o Brasil é o terceiro país com mais mortes causadas por acidentes de trânsito no mundo. O problema se transforma em questão de saúde pública, já que o aumento da imprudência no trânsito sobrecarrega o SUS. 

Fisioterapia como aliada da recuperação

Rafael reforça que os acidentes podem ser considerados como uma das consequências principais causas de perda de funcionalidade. Seja ela temporária (fraturas, amputações, traumatismo craniano leve e traumas abdominais), quanto definitivas (que seriam traumatismo craniano grave e traumas raquimedulares). 

“A reabilitação com fisioterapia é um dos principais tratamentos para devolver a funcionalidade ao paciente. Ela começa dentro do hospital e segue após a alta na clínica ou em domicílio. A reabilitação consiste em devolver a funcionalidade ao paciente através de exercícios de fortalecimento, alongamento, treino de equilíbrio e de força sempre com o foco de adaptação para realização das atividades de vida diária e o retorno para vida social”, destaca. 

Sem o tratamento adequado, o paciente pode ter que lidar com alguns prejuízos físicos. É o caso, por exemplo, de dor permanente ou de difícil controle, dificuldades para realização das atividades cotidianas e restrições de movimentação. Além disso, o paciente pode sentir uma diminuição de funcionalidade, alerta o especialista.

Por isso, até mesmo a força de trabalho pode estar em jogo, dificultando toda a vida do paciente. “A recuperação parcial ou o tratamento inadequado irá interferir diretamente na funcionalidade do paciente tanto para atividades de vida diária quanto na rotina de trabalho, assim reduzindo sua produtividade e por muitas vezes se afastando por completo de suas atividades laborais que por muitas vezes é a única renda familiar” destaca o fisioterapeuta.

“Para as pessoas que sofrem lesões permanentes ou incapacitantes após um acidente de trânsito, o mercado tem um leque grande de opções. Tudo irá depender do tipo de lesão ou trauma do paciente, mas podemos citar as mais utilizadas que são as próteses, órteses e cadeiras de rodas elétricas, sempre com objetivo de devolver a funcionalidade parcial ou total ao paciente”, conclui.

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