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Carnaval: medicamentos e álcool não combinam! Veja os riscos

Farmacêutica alerta para os potenciais riscos de misturar bebida alcoólica e medicamentos durante o Carnaval, mesmo aqueles para driblar a ressaca

Carnaval: medicamentos e álcool não combinam! Veja os riscos
Carnaval: medicamentos e álcool não combinam! Veja os riscos - Foto: Shutterstock

O Carnaval é um dos momentos mais aguardados do ano. Contudo, a data traz um risco que deve ser levado em consideração: a mistura de álcool e medicamentos. Seja por questão de tratamento ou algum sintoma pontual, não é rara a combinação durante o período — algo que pode trazer mais problemas que soluções. 

Dependendo da interação, a mistura pode causar desde tontura e perda da coordenação motora, até hemorragia gastrointestinal, alerta Samilla Dornellas, farmacêutica e cofundadora e CGO da Far.me.

Segundo ela, o álcool pode interagir de maneiras imprevisíveis com diferentes tipos de medicamentos. A interação pode potencializar ou diminuir seus efeitos, e também aumentar o risco de efeitos colaterais. 

“Desde um possível aumento de sonolência, tontura e náuseas, a mistura pode ampliar efeitos colaterais e também comprometer a eficácia do tratamento. Além disso, aumentar o risco de overdose e, em alguns casos, resultar em efeitos negativos no sistema nervoso central”, alerta a especialista.

Medicamentos comuns também podem trazer riscos

Por mais que algumas pessoas achem que o risco é maior em remédios controlados, aqueles comumente tomados pela automedicação também podem apresentar cenários de atenção, pontua Samilla. 

“Ainda que misturando uma pequena quantidade de substância alcoólica no corpo com medicamentos que não necessitam de uma receita médica, como analgésicos, anti-inflamatórios e antialérgicos, as consequências podem agravar o quadro clínico de uma pessoa”, adverte. 

O uso do paracetamol para curar uma dor de cabeça, por exemplo, junto de uma bebida alcóolica, pode sobrecarregar o fígado. Isso aumenta o risco de danos hepáticos, inclusive hepatite medicamentosa. 

“Outro medicamento bastante procurado, o ibuprofeno, que já causa uma irritação gastrointestinal em um cenário normal, pode ter seu sintoma elevado com a adição de álcool”, acrescenta a especialista.

Posso tomar remédio para aguentar beber mais no Carnaval?

A farmacêutica informa que utilizar remédios que ajudem a prevenir ressacas ou até mesmo evitar possíveis enjoos não é uma prática recomendada. Isso porque eles podem ter o efeito contrário, e se tornarem prejudiciais dependendo da situação. 

“É importante explicar que o consumo de medicamentos antes de beber não aborda a causa fundamental da ressaca ou do enjoo. Isso é, o efeito tóxico do álcool no corpo. Mais que isso, o remédio pode levar a uma falsa sensação de segurança e controle, encorajando o consumo excessivo de álcool”, analisa.

Além disso, outro risco que vale ficar de olho é a sobrecarga do fígado. Alguns analgésicos, por exemplo, são metabolizados pelo fígado, assim como a bebida alcoólica. Portanto, combinar os dois aumenta o risco de causar uma toxicidade hepática no corpo, explica a profissional.

Nos casos de consumo de álcool, uma boa hidratação é a melhor pedida — principalmente quando consideramos o efeito diurético da bebida alcoólica, que leva à desidratação. Além de manter hidratado, Samilla explica que ingerir boas quantidades de água ajuda a diminuir os impactos da ressaca. 

“Portanto, se pretende aproveitar os próximos dias, é fundamental pensar em alternar uma bebida alcoólica com um copo de água como estratégia pode ser uma saída eficaz para evitar, literalmente, dores de cabeça no Carnaval”, diz.

Dicas para quem está tomando medicamentos e vai pular Carnaval

Se você está fazendo algum tipo de tratamento com medicamentos e não quer deixar de aproveitar a folia, alguns cuidados podem ajudar.

“A primeira dica é praticar o consumo moderado de bebidas alcoólicas, incluindo a hidratação contínua entre as cervejas, e se alimentar bem durante o período. Além disso, também é importante, claro, estabelecer os próprios limites e dar tempo ao corpo na metabolização necessária”, recomenda Samilla.

A farmacêutica também recomenda consultar seu médico para discutir o tratamento, esclarecer dúvidas e obter orientações específicas sobre como lidar com o consumo de álcool, interações medicamentosas e possíveis ajustes na rotina de medicação. “No mais, vamos aproveitar esse período tão alegre que impacta todo o país!”, ressalta.

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