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Cirurgias feitas por robôs? Entenda o uso da inteligência artificial na medicina

Através da inteligência artificial, a medicina tem usado robôs para auxiliar na realização de cirurgias complexas, principalmente oncológicas

Cirurgias feitas por robôs? Entenda o uso da inteligência artificial na medicina
Cirurgias feitas por robôs? Entenda o uso da inteligência artificial na medicina - Foto: Shutterstock

A cada dia que passa se torna mais perceptível o avanço e a importância da inteligência artificial na área da saúde. Em 2022, por exemplo, chegou ao Brasil o novo robô Hugo, que ajuda na redução do tempo de internação, diminui os riscos de infecção hospitalar e proporciona uma recuperação mais rápida.

Segundo um estudo publicado na científica Research, Society And Development, o combate ao câncer é a luta que mais tem ganhado com esses avanços. Isso porque a pesquisa identificou que a cirurgia urológica foi a principal especialidade robótica, representando 61,2% dos procedimentos realizados.

Para o médico urologista e cirurgião robótico Dr. Fernando Leão, a principal vantagem desses robôs é propiciar cirurgias minimamente invasivas. “Eles atendem várias especialidades – tanto urologia, ginecologia, aparelho digestivo, coloproctologia, cirurgias cardíacas, torácica e de pescoço. Então todos esses procedimentos podem ser realizados através de cirurgias mínimamente invasivas usando as plataformas robóticas”, afirma. 

“Aqui no Brasil tanto da Vinci quanto o Hugo, vão ajudar esses pacientes no sentido de proporcionar uma cirurgia menos agressiva, resultados melhores, menor tempos de internação, menores riscos de menores taxas de sangramento e consequentemente um menor risco de transfusão sanguínea, um retorno mais rápido as atividades profissionais dos pacientes. Então de uma maneira geral os robôs trazem esses benefícios para esses tipos de cirurgias”, acrescenta o médico.

Uso de robôs no combate ao câncer

Os robôs desenvolveram um papel muito importante ao longo dessas duas décadas na medicina, principalmente nas cirurgias oncológicas, que são procedimentos geralmente mais agressivos e mais mutilantes. 

“São pacientes que geralmente têm um estado nutricional um pouco debilitado. Então, você tratar cirurgicamente esses pacientes com procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos o trauma cirúrgico consequentemente é menor, o vai representar um desgaste cirúrgico menor no paciente”, aponta Fernando. Segundo o médico, o resultado é uma melhor recuperação, mais rápida, mais confortável e mais segura. 

Vantagens da tecnologia

Os robôs conseguem proporcionar um campo, uma visão de campo cirúrgico muito melhor do que numa cirurgia aberta. Isso porque porque a sua visualização é feita através de uma um conjunto de lentes ópticas que definem imagens de alta definição. 

Há ainda a possibilidade de ganho dessas imagens através de zoom e com uma luminosidade muito melhor, além do sistema de anti tremor, que melhora ainda mais a qualidade das imagens. “Então, é aquela premissa, tudo que você visualiza melhor você tem condição de trabalhar melhor, e consequentemente entregar resultados melhores a esses pacientes”, diz o médico urologista.

A inteligência artificial está presente principalmente na radiologia. “Todo sistema de inteligência artificial consegue ajudar o radiologista em um laudo de uma tomografia ou uma ressonância de alta complexidade”, afirma o especialista. Isso porque a tecnologia é capaz de gerar imagens mais precisas, que auxiliam especialmente no caso de cirurgias de alta complexidade.

“Em linhas gerais, existe muita expectativa da inteligência artificial dentro da medicina de que realmente vai nos ajudar bastante”, conclui o cirurgião robótico.

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