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Dia de combate ao câncer: cuidado com novas pintas pelo corpo!

O câncer melanoma é o mais comum do Brasil, além de ter o pior prognóstico e a maior alta taxa de mortalidade. Saiba identificar os sinais de alerta

Dia de combate ao câncer: cuidado com novas pintas pelo corpo!
Dia de combate ao câncer: cuidado com novas pintas pelo corpo! - Foto: Shutterstock

O dia 8 de abril é o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer. A data é uma oportunidade para alertar a população sobre a prevenção e a importância do diagnóstico precoce. No caso do melanoma, tipo de câncer de pele com o pior prognóstico e o mais alto índice de mortalidade, a descoberta rápida é ainda mais importante. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 55 mil pessoas morrem por melanoma todos os anos, o que representa seis mortes por hora. Segundo o Ministério da Saúde, a neoplasia representa 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. É por isso que você deve ficar atento aos sinais que aparecem no seu corpo, segundo o dermatologista Dr. Renato Soriani, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

“Embora a principal causa do melanoma seja genética, a exposição solar também influencia no aparecimento da doença — principalmente com os elevados índices de radiação que atingem níveis considerados potencialmente cancerígenos, onde ocorre exposição à radiação UVA/UVB E IR (infravermelho). O filtro solar deve ser usado diariamente independentemente da estação do ano e se está num dia nublado, chuvoso ou encoberto; a radiação UV mesmo em um dia 100% encoberto, ela só é barrada em 30% e 70% dessa radiação passa”, alerta o dermatologista.

Esta fotoexposição, ao longo dos anos, pode gerar lesões novas ou modificar aquelas que já existiam previamente na pele de qualquer pessoa. O melhor a fazer é sempre estar atento às pintas no corpo, realizando o autoexame, e indo com frequência ao dermatologista. “As chances de cura aumentam quando há detecção precoce da doença, segundo a SBD. Por isso, a realização do autoexame dermatológico é necessária”, esclarece o médico.

Autoexame

O dermatologista explica que o autoexame deve ser realizado principalmente nas pessoas de pele clara, aquelas que possuem antecedentes familiares de câncer de pele, têm mais de 50 pintas, tomaram muito sol antes dos trinta anos e sofreram queimaduras. A indicação também vale para as pessoas que já retiraram pintas com diagnóstico de atípicas. “O ideal é realizar o autoexame com certa regularidade, uma vez por mês, na frente do espelho e de preferência com luz natural, para verificar o surgimento de alguma mancha, relevo ou ferida que não cicatriza”, indica o médico.

Ele recomenda ainda:

  • Examinar o rosto, principalmente o nariz, lábios, boca e orelhas;
  • Para facilitar o exame do couro cabeludo, separar os fios com um pente ou usar o secador para melhor visibilidade. Se houver necessidade, pedir ajuda a alguém;
  • Prestar atenção nas mãos, também entre os dedos;
  • Ficar atento aos braços, às axilas, aos antebraços e aos cotovelos;
  • Focar no pescoço, peito e tórax. As mulheres também devem levantar os seios para prestar atenção aos sinais onde fica o soutien;
  • Olhar também a nuca e por trás das orelhas;
  • De costas para um espelho de corpo inteiro, usar outro para olhar com atenção os ombros, as costas, nádegas e pernas;
  • Sentar, olhar a parte interna das coxas, bem como a área genital;
  • Na mesma posição, olhar os tornozelos, o espaço entre os dedos, bem como a sola dos pés.

Este tipo de cuidado de rotina promove consciência e aguça o olhar sobre as lesões, aumentando a percepção no caso de mudança ou crescimento. O passo seguinte, ou mesmo em caso de dúvida, é visitar o dermatologista para eliminar a possibilidade de câncer.

Mas o que é uma lesão preocupante? 

Para identificar um possível sinal de alerta, normalmente se usa a regra do ABCDE (área, borda, cor, diâmetro e evolução) sobre pintas com pigmentação. “Avaliamos área em que está localizada, as bordas identificando irregularidade, observamos a presença ou não de várias cores compondo esta lesão e observamos se apresenta diâmetro acima de 6 mm e se está em evolução (crescimento) em comparação ao último exame”, explica Renato. 

“Quanto aos sinais clínicos, qualquer lesão que coce, doa ou sangre e que aumente de tamanho com rapidez ou apresente sensibilidade, precisa ser examinada por um dermatologista, que fará então uma dermatoscopia avaliando a necessidade da retirada cirúrgica”, acrescenta o médico.

Além de prevenir o surgimento do melanoma, o autoexame proporciona visitas precoces ao dermatologista que decidirá sobre o tratamento terapêutico em questão com chances maiores de cura. Isso porque essa é uma avaliação em que o paciente começa a detectar precocemente lesões que apresentam sinais e sintomas diferentes dos habituais ou que estão crescendo. 

“Outra lesão que hoje é bastante comum, principalmente após a quinta e sexta década de vida são os carcinomas, tanto provenientes da camada basal, como da camada espinhosa da epiderme, que quando diagnosticados também com rapidez trazem 100% de cura ao paciente”, finaliza o especialista.

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