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Câncer de pele: sintomas, tipos, tratamentos e cuidados

Saiba como se prevenir de uma das doenças mais comuns do Brasil e veja quais são os riscos de câncer de pele durante o verão

Câncer de pele: sintomas, tipos, tratamento e cuidados
Câncer de pele: sintomas, tipos, tratamento e cuidados - Foto: Shutterstock

O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil e no mundo, principalmente em pessoas acima de 40 anos, aponta o Ministério da Saúde. Ao mesmo tempo, a condição é considerada rara em crianças e pessoas negras, mas isso não dispensa a necessidade de prevenção. Aliás, durante o verão, os cuidados para prevenir a doença são ainda mais importantes.

O que é e quais são as principais causas do tumor

O câncer de pele é um tumor causado principalmente pela exposição excessiva ao sol. Apesar disso, a Dra. Ana Carolina Sumam, dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), explica que o risco está presente o ano todo, e não apenas no verão. 

“O estresse oxidativo causado pela radiação UV tem efeito cumulativo e, ao longo do tempo, isso vai contribuindo para a alteração do DNA das células da pele e desenvolvimento do câncer”, justifica. 

Tipos de câncer de pele

Existem duas classificações para o câncer de pele: o melanoma e o não melanoma. O primeiro tem origem nas células produtoras da melanina, substância que determina a cor da pele, e é mais frequente em adultos brancos. Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Em pessoas de pele negra, é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Já o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil, responsável por 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no país. Ele tem alta chance de cura, desde que seja detectado e tratado precocemente. Além disso, o não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos, sendo os mais frequentes:

  • Carcinoma basocelular: o mais comum e também o menos agressivo. Se caracteriza por uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta;
  • Carcinoma epidermoide: também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura. É mais grave pois tem possibilidade de se desenvolver para uma metástase – isto é, espalhar-se para outros órgãos.

Sintomas

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas do câncer de pele são:

  • Manchas pruriginosas (que coçam), descamativas ou que sangram; 
  • Sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor; 
  • Feridas que não cicatrizam em 4 semanas.

O tumor acomete principalmente as áreas do corpo que são mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. Se não tratado adequadamente, pode destruir essas estruturas. Portanto, assim que perceber qualquer sintoma ou sinal, é importante procurar um profissional da saúde o mais rápido possível confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. 

Fatores de risco

Qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, mas aquelas mais sensíveis ao sol correm maior risco. É o caso de pessoas com pele muito clara, albinas, com vitiligo ou em tratamento com imunossupressores. A doença também é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, e considerada rara em crianças e pessoas negras — exceto aqueles com algum outro tipo de problema cutâneo preexistente.

O Ministério da Saúde alerta, porém, para uma idade média cada vez menor entre pacientes com câncer de pele. Isso seria resultado da crescente exposição das pessoas mais jovens à radiação ultravioleta.

No geral, os principais fatores de risco para o câncer de pele não melanoma são:

  • Pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou sensíveis à ação dos raios solares;
  • Pessoas com história pessoal ou familiar deste câncer;
  • Pessoas com doenças cutâneas prévias;
  • Pessoas que trabalham sob exposição direta ao sol;
  • Exposição prolongada e repetida ao sol;
  • Exposição a câmaras de bronzeamento artificial.

Tratamento

A cirurgia oncológica é o tratamento mais indicado para tratar o câncer de pele para a retirada da lesão. Quando a doença ainda está em estágios iniciais, o procedimento pode ser feito em ambulatório, sem necessidade de internação. 

Já para casos mais avançados e para o câncer de pele melanoma, o tratamento varia de acordo com tamanho e estadiamento do câncer. Nessas situações, a equipe médica pode indicar, além de cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia, conforme cada caso.

Além disso, o paciente também tem como alternativa a terapia fotodinâmica, que consiste no uso de um creme fotossensível e posterior aplicação de uma fonte de luz. Esta é mais uma opção para tratar a ceratose actínica (lesão precursora do câncer de pele), carcinoma basocelular superficial e carcinoma epidermoide “in situ” (Doença de Bowen).

No caso da metástase, o tratamento do câncer melanoma é feito com medicamentos. Para os tumores avançados, a terapia tem o objetivo de postergar a evolução da doença, aumentando a chance de sobrevida mais longa dos pacientes.

Riscos de câncer de pele aumentam no verão; saiba como prevenir

No verão, com maior exposição aos raios solares, os riscos de desenvolver câncer de pele são ainda maiores. Por isso, as medidas de prevenção devem ser redobradas — especialmente para crianças, que são mais sensíveis aos efeitos da radiação UV. Dentre as formas de se precaver, o Ministério da Saúde recomenda:

  • Evitar a exposição solar, principalmente nos horários em que os raios solares são mais intensos (entre 10h e 16h);
  • Utilizar óculos de sol com proteção UV, roupas que protegem o corpo, chapéus de abas largas, sombrinhas e guarda-sol;
  • Procurar áreas cobertas que forneçam sombra no caso de exposição solar necessária (principalmente em torno do meio-dia);
  • Aplicar correta e frequentemente o filtro solar (mínimo FPS 15);
  • Aplicar protetor labial.

Vale destacar que em dias nublados também é importante usar as proteções necessárias. As tatuagens podem esconder lesões, por isso merecem atenção. Além disso, é necessário reaplicar o filtro solar a cada duas horas, durante a exposição solar, assim como após mergulho ou com grande transpiração. Mesmo os filtros solares “à prova d´água” devem ser reaplicados.

A dermatologista e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Dra. Natasha Crepaldi, destaca ainda a importância de se manter hidratado. “Ingerir muito líquido é muito importante, pois a água é essencial para a maioria das funções celulares, e como a pele é o maior órgão do corpo, para o seu bom funcionamento precisamos estar bem hidratados, ingerindo cerca de 2-3 litros por dia. Se houver maior gasto, com exercícios físicos, por exemplo, a ingestão deve ser ainda maior”, afirma.

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