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Dia Mundial do Coração: menopausa aumenta risco de infarto feminino

A queda da produção de estrogênio torna a mulher mais suscetível ao infarto após a menopausa. Saiba como prevenir

Dia Mundial do Coração: menopausa aumenta risco de infarto feminino
Dia Mundial do Coração: menopausa aumenta risco de infarto feminino - Foto: Shutterstock

As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no Brasil. E, assim como em outras condições, o risco é ainda maior para as mulheres, especialmente aquelas que já passaram pela menopausa. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mulheres de 50 a 69 anos tiveram um aumento de 176% nas mortes por infarto de 1990 para 2019.

De acordo com o Dr. Luiz Lucio, Diretor Médico da Organon, os principais fatores de risco para o infarto são os mesmos tanto para homens quanto para mulheres. São eles, portanto: sedentarismo, hipertensão arterial, obesidade, dislipidemia, tabagismo, estresse. Porém, é importante ressaltar que o estrogênio, produzido pelo corpo feminino durante o período fértil, é um fator de proteção. 

“Após a menopausa, como a mulher perde esse fator de proteção, o risco de infarto aumenta, se assemelhando ao do homem”, explica o médico. “Por isso, as mulheres na idade da menopausa, que no Brasil está por volta dos 48 anos em diante, têm um maior risco de infarto do coração”, acrescenta.

Além disso, mulheres com predisposição genética para doenças cardiovasculares devem ter um cuidado extra, alerta o médico. “O acompanhamento médico frequente e próximo é essencial”, enfatiza. 

Sinais de infarto em mulheres 

Os sintomas típicos do infarto feminino são semelhantes aos dos homens, como dor ou aperto no peito, que pode se irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou braço direito; além de cansaço, falta de ar; sudorese fria. No entanto, as mulheres, assim como os homens, também podem apresentar sintomas atípicos, como dor no estômago, sensação de angústia, enjoo, entre outros. 

“É importante que as mulheres estejam atentas aos sintomas de infarto, mesmo que eles sejam atípicos. Por vezes, pelo fato de se associar o infarto cardíaco mais ao homem do que à mulher, o diagnóstico na população feminina acaba sendo muito mais demorado, o que pode contribuir para que a taxa de mortalidade seja mais alta neste público. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento”, alerta.

Prevenção

Para prevenir a doença, Lucio recomenda a adoção de hábitos de vida saudáveis, como:

  • Alimentação balanceada;
  • Controle de peso;
  • Atividade física regular;
  • Redução do estresse;
  • Acompanhamento médico de rotina;
  • Tratamento das doenças associadas, como hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias e outras.

Por fim, o Dr. Luiz Lucio destaca a necessidade do autocuidado e da importância de prestar a devida atenção à própria saúde física e mental. “Ouvimos muito, mas praticamos pouco. Nosso corpo ‘fala’ e, por vezes, negligenciamos seus sinais. É importante estarmos atentos”, afirma. 

O vídeo contém seis conselhos para quem está na menopausa. Confira:

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