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Dia Nacional do Vitiligo: sintomas, diagnóstico e tratamento

O vitiligo pode atingir homens e mulheres, e seus sintomas costumam aparecer, em média, aos 24 anos. Saiba como diagnosticar e tratar a doença

Dia Nacional do Vitiligo: sintomas, diagnóstico e tratamento
Dia Nacional do Vitiligo: sintomas, diagnóstico e tratamento - Foto: Shutterstock

No dia 1º de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional do Vitiligo, com o objetivo de aumentar a conscientização sobre essa condição de pele. A doença que impacta a vida de mais de 1 milhão de brasileiros, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). 

O que é o vitiligo

O vitiligo é uma manifestação autoimune, não contagiosa e pode ser desencadeado por diversos fatores. No entanto, as causas ainda não estão completamente esclarecidas pela comunidade científica. 

A doença não acarreta restrições físicas ou cognitivas. No entanto, os efeitos na autoestima daqueles que convivem com a condição podem ter repercussões negativas na saúde emocional.

Isso porque a doença se caracteriza pelo surgimento de manchas brancas na pele, resultado da perda gradativa da pigmentação devido à destruição dos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina no organismo. 

Homens e mulheres de todas as idades e etnias podem ter vitiligo, sendo que os primeiros sinais costumam aparecer, em média, aos 24 anos.

Importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é fundamental para garantir o tratamento adequado e a melhora da qualidade de vida dos pacientes com vitiligo. De acordo com a dermatologista Dra. Ana Carolina Sumam, identificar a condição nos estágios iniciais pode ajudar a controlar a progressão das manchas brancas e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente. 

“Como dermatologista, enfatizo a importância de uma consulta médica imediata ao notar manchas brancas na pele. O diagnóstico precoce nos permite oferecer aos pacientes opções terapêuticas mais eficazes, além de fornecer apoio psicológico durante o processo, auxiliando-os a enfrentar os desafios emocionais que o vitiligo pode trazer”, explica Ana Carolina.

Tratamento

Embora não haja uma cura definitiva para o vitiligo, é importante ressaltar que existem tratamentos e cuidados altamente eficazes que podem auxiliar no controle da condição. “Cada paciente é único, e o tratamento é individualizado, levando em consideração o caso específico de cada um”, destaca a dermatologista. 

Dentre as terapias disponíveis para promover a repigmentação da pele afetada, a especialista destaca:

  • Medicamentos específicos, como cremes à base de corticoides e outros anti-inflamatórios;
  • Tecnologias como o laser e a fototerapia;
  • Cirurgia e transplante de melanócitos (em casos mais avançados).

“É fundamental que o paciente consulte um dermatologista experiente para receber o diagnóstico correto e um plano de tratamento adequado, visando proporcionar melhores resultados e uma melhora significativa na qualidade de vida”, reforça a médica.

A dermatologista Dra. Natasha Crepaldi destaca ainda a necessidade de abordar o bem-estar emocional dos pacientes que convivem com o vitiligo. Além dos aspectos físicos, o vitiligo pode ter um impacto emocional significativo na vida dos pacientes. 

“Como profissionais da saúde, devemos estar atentos ao aspecto psicológico e emocional, oferecendo suporte e compreensão aos pacientes, e encaminhando-os, se necessário, para profissionais especializados em apoio psicológico. Um acompanhamento integral, que considere tanto a saúde física quanto o bem-estar mental, é essencial para uma abordagem completa do vitiligo”, afirma.

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