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Ginecologista esclarece 5 dúvidas sobre métodos contraceptivos

Os contraceptivos são a principal forma de evitar uma gravidez indesejada. Médica esclarece as principais dúvidas sobre os diferentes métodos

Ginecologista esclarece 5 dúvidas sobre métodos contraceptivos
Ginecologista esclarece 5 dúvidas sobre métodos contraceptivos - Foto: Shutterstock

Quem procura evitar uma gravidez indesejada sabe bem a importância dos métodos contraceptivos. Atualmente, são muitos os métodos disponíveis, o que pode gerar confusão e dúvidas na hora de escolher o que usar. A Dra. Priscila Pyrrho, ginecologista com visão integrativa da saúde da mulher, respondeu 5 dúvidas sobre os contraceptivos mais procurados pelas mulheres. Confira:

1 – Qual é o método contraceptivo que a doutora mais indica? 

“A minha preferência é pelo DIU não hormonal de cobre com prata, com duração de até 5 anos. Isso porque ele pode ser usado por quem ainda não teve filhos; não interfere nos hormônios; tem ação imediata; sua eficácia não é afetada por outros medicamentos; é de fácil adesão e não tem risco de esquecimento. Além disso, tem uma das melhores taxas de eficácia, e não precisa de manutenção mensal. Em segundo lugar, indico o DIU de cobre puro, que dura até 10 anos, em terceiro, o DIU Kyleena e, em quarto, o DIU Mirena, quando a paciente tem indicação”, afirma a médica.

2 – Os métodos naturais são eficazes? 

“Eles são os que têm a maior taxa de falha, chegando a algo entre 20 e 30%, por isso são os menos seguros. Mas, teoricamente, seriam os melhores em termos de preservação da saúde feminina, pois não interferem em nada no funcionamento do organismo. Eles envolvem o uso da camisinha (tanto masculina, como feminina), o coito interrompido, a tabelinha e o método Billings”, explica a ginecologista. O método Billings tem por finalidade o reconhecimento do dia da ovulação por meio da análise do muco cervical – serve tanto para quem quer evitar a gravidez, quanto para quem está tentando engravidar.

3 – Fora os DIUs, quais os métodos que a Doutora indica no consultório?

“Eu prefiro os métodos que não são usados por via oral, como o anel vaginal e o adesivo. Em último lugar eu indico as pílulas, apesar de não gostar muito. Mas tudo depende da realidade da paciente e do tempo em que ela precisa usar o anticoncepcional”, destaca.

3 – Quais os efeitos colaterais dos anticoncepcionais? 

“Os anticoncepcionais orais têm estrogênio e progesterona não bioidênticos, que podem causar o aparecimento de manchas, náuseas, sensibilidade das mamas, redução da libido, alterações de humor, dores de cabeça, alterações vasculares com maior risco de trombose, alterações no metabolismo da glicose e resistência insulínica, acne, inchaço, dentre outros”, aponta a Dra. Priscila.

4 – Todo anticoncepcional causa efeito colateral?

Alguns anticoncepcionais causam mais efeitos que outros, tanto pela dosagem ou tipo de hormônio quanto pela via de absorção, explica a especialista. “Os anticoncepcionais orais de alta dose geralmente causam mais efeitos colaterais pelo fato de passarem pelo fígado, ao contrário de outros tipos de contraceptivos que atuam diretamente na corrente sanguínea, ou que têm dosagens menores. Mas, via de regra, todo método que bloqueia os hormônios femininos impedindo a ovulação tem efeitos colaterais, mesmo que estes não sejam percebidos pela mulher”, esclarece.

5 – Qual a  diferença entre contraceptivo oral e injetável?

A diferença é, basicamente, a via de administração, já que o objetivo final de ambos é bloquear a ovulação. “Os injetáveis costumam ter doses mais altas que os orais, já que a aplicação costuma ser mais espaçada, e é preciso garantir doses altas por mais tempo para evitar que um óvulo seja liberado”, informa a especialista..

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