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Infectologista explica os riscos por trás do surto do vírus Marburg

Um surto do vírus Marburg foi registrado pela OMS na Guiné Equatorial, colocando em alerta autoridades de saúde de todo o mundo

Infectologista explica os riscos por trás do surto do vírus Marburg
Infectologista explica os riscos por trás do surto do vírus Marburg - Foto: Shutterstock

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou o surto do vírus Marburg na Guiné Equatorial, colocando o mundo todo sob estado de alerta. O vírus é da mesma família do Ebola, Filoviridae. O morcego é o reservatório e principal forma de transmissão, além do contato com sangue ou secreções de um humano infectado.

“Na África, por ser área de circulação de morcegos que transportam o vírus, dificuldades sanitárias no atendimento de casos e questões culturais – como os ritos funerais – aumentam a probabilidade de um surto ocorrer. Apesar disso, como já se sabe as vias de transmissão, a partir da identificação de um surto é possível conter a disseminação entre humanos”, analisa o Dr. Bernardo de Almeida, mestre em doenças infecciosas pela UFPR (Universidade Federal do Paraná) e Diretor Médico da Hilab.

O médico explica que a infecção provoca uma reação inflamatória sistêmica, que predispõe a sangramentos e perda de líquidos. Ao mesmo tempo, ocorre uma disfunção vascular, que explica a evolução para o estado de choque na maior parte dos casos. “Caso essa situação não tenha diagnóstico e tratamento precoce, há evolução para o óbito, que ocorre em até 80% dos casos”, alerta Bernardo. 

O infectologista destaca ainda que, nesse momento, as chances do vírus Marburg chegar ao Brasil são remotas. No entanto, o risco de casos em outros países ou continentes pode aumentar, caso o surto saia de controle e continue aumentando. Para evitar novas contaminações, é necessário adotar medidas de controle semelhantes àquelas contra o vírus Ebola.


É possível evitar novos casos, por exemplo, com diagnóstico precoce e isolamento dos casos suspeitos. “O uso de equipamentos de proteção individual também se torna fundamental para evitar que a equipe de profissionais de saúde contraia a infecção durante o atendimento”, destaca o Dr. Bernardo.

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