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Leptospirose causa 17 mortes no RS; conheça os sintomas

Rio Grande do Sul registrou ao menos 17 mortes por leptospirose após enchente histórica atingir o estado. Veja os sintomas da condição

Leptospirose causa 17 mortes no RS; conheça os sintomas
Leptospirose causa 17 mortes no RS; conheça os sintomas - Foto: Shutterstock

Pelo menos 17 pessoas morreram no Rio Grande do Sul vítimas de leptospirose. Quatro outros óbitos estão em investigação, diz Centro de Vigilância em Saúde. A contaminação já era esperada devido à exposição da população às enchentes que atingiram o estado por mais de um mês.

A leptospirose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Leptospira, que é transmitida principalmente pela urina de animais infectados, especialmente roedores. 

“Eventos como enchentes e desastres naturais, como a tragédia no Rio Grande do Sul (RS), aumentam a exposição da população à água contaminada, facilitando a transmissão da bactéria”, aponta Filipe Piastrelli, infectologista e coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Além disso, a falta de saneamento básico adequado e o acúmulo de lixo favorecem a proliferação de roedores, o que contribui para o aumento do risco de surtos.

Sintomas da leptospirose

De acordo com o médico, os sintomas de leptospirose variam de leves a graves e podem incluir:

  • Febre alta;
  • Cefaleia intensa;
  • Dores musculares, especialmente nas panturrilhas;
  • Calafrios;
  • Vômitos;
  • Diarreia;
  • Icterícia (amarelamento da pele e olhos);
  • Erupções cutâneas;
  • Insuficiência renal e hemorragias em casos graves. 

“Na manifestação desses sinais, é crucial procurar atendimento médico imediatamente para a realização de exames específicos que confirmem o diagnóstico. O tratamento precoce é essencial para prevenir complicações graves”, destaca Filipe.

Tratamento e prognóstico

O tratamento da leptospirose inclui a administração de antibióticos, como a penicilina ou a doxiciclina, por exemplo, que são mais eficazes quando iniciados precocemente na fase aguda da doença. 

Em casos graves, conforme o infectologista, pode ser necessário suporte hospitalar, incluindo terapia intensiva, reposição de fluidos e eletrólitos, diálise em casos de insuficiência renal, e cuidados específicos para complicações hemorrágicas e respiratórias. 

“O prognóstico do paciente depende da rapidez do diagnóstico e início do tratamento. Isso porque pacientes que recebem tratamento adequado e precoce geralmente se recuperam bem, mas casos graves podem resultar em complicações permanentes ou óbito se não tratados adequadamente”, destaca.

Prevenção pode diminuir número de casos

Nesse sentido, o médico ressalta a importância das medidas de prevenção contra a doença, que podem reduzir o número de casos.

“Medidas preventivas incluem a melhoria do saneamento básico, controle de roedores, educação da população sobre os riscos e formas de evitar o contato com água e solo potencialmente contaminados, especialmente após enchentes. Além disso, o monitoramento ambiental e a resposta rápida a surtos são fundamentais”, afirma o médico.

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