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Mulheres com mais de 65 anos podem fazer reposição hormonal? Entenda

Apesar de segura, é preciso a devida orientação médica para que a reposição hormonal não cause problemas de saúde

Mulheres com mais de 65 anos podem fazer reposição hormonal? Entenda
Mulheres com mais de 65 anos podem fazer reposição hormonal? Entenda - Foto: Shutterstock

Não é nenhuma novidade que a reposição hormonal devidamente prescrita é um dos melhores tratamentos para a menopausa – ou pelo menos não deveria ser. Especialmente agora que um recente estudo publicado na revista Menopause concluiu que é seguro continuar a terapia de reposição hormonal (TRH) mesmo após os 65 anos de idade. 

O médico ginecologista especialista em saúde da mulher no climatério, André Vinícius, diz que muitas mulheres ainda acreditam que precisam interromper a TRH após alguns anos de uso. No entanto, isso não é verdade.

O estudo

Os pesquisadores analisaram os registros de saúde de 10 milhões de mulheres idosas do sistema de saúde público dos Estados Unidos no período de 2007 a 2020. Eles concluíram que a terapia de reposição hormonal traz benefícios à saúde da mulher com mais de 65 anos que continua o tratamento. Porém, os efeitos dependem do tipo de terapia, a dose e como é administrada.

André Vinícius diz que, caso a mulher mantenha as condições que fizeram o médico indicar o tratamento, ele deve sim persistir a longo prazo. Inclusive após os 65 anos de idade. 

“É preciso dizer que a TRH é para todas as mulheres, mas existem três casos que precisam de mais atenção: quando a paciente já teve câncer de mama; quando a paciente já teve câncer de endométrio, mesmo se já tenha retirado o útero; ou se a paciente já teve AVC, infarto ou trombose”, diz o médico.

Por que fazer a reposição hormonal?

A reposição hormonal possui o papel de repor os hormônios sexuais (estrogênio, progesterona e testosterona). Durante a menopausa, a produção desses hormônios diminui, levando à deficiência hormonal. A TRH, no entanto, ameniza os sintomas e previne complicações advindas desse fenômeno.

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Climatério (Sobrac) entrevistou cerca de 1.500 mulheres com idade entre 45 e 65 anos. A pesquisa apontou que apenas 22,3% delas receberam recomendações médicas para realizar o tratamento hormonal e decidiram fazer. Um dos principais motivos da baixa adesão é a falta de conhecimento sobre os benefícios e os reais riscos da reposição hormonal.

“Ainda há muitos mitos sobre o tratamento com hormônios. Muitas pacientes têm receio de ganhar peso ou desenvolver câncer. Mas há vários estudos científicos que comprovam que os riscos de quem faz reposição hormonal de forma adequada são praticamente os mesmos para quem não faz”, pontua o ginecologista. Segundo ele, além de aliviar sintomas como ondas de calor e insônia, a TRH na menopausa também pode prevenir osteoporose e melhorar a saúde cardiovascular.

Afinal, a reposição hormonal causa câncer de mama?

O médico ginecologista explica que essa questão não é tão simples, pois é preciso analisar o tratamento que a mulher está recebendo. Para ele, a combinação hormonal, os tipos de hormônios utilizados e como são administrados são fatores chave para o sucesso, ou não, da reposição hormonal na menopausa.

“Muitas mulheres têm dúvidas quanto ao aumento do risco de câncer de mama ligado a reposição hormonal. Existem estudos que relacionam a reposição hormonal baseada em etinilestradiol aliado a progestágeno, dois hormônios sintéticos, com o aumento do risco de câncer de mama invasivo. Contudo, o mesmo não aconteceu com a reposição baseada em estrogênio isolado”, afirma.

Além disso, a reposição hormonal realizada sem uma investigação médica, direcionada a contraindicação do uso do estrogênio, pode desencadear possíveis problemas vasculares, sendo completamente contraindicada, segundo André.

É importante destacar que os riscos elencados acima se apresentam quando a reposição hormonal é feita sem orientações complementares, ou seja, quando o médico acaba por negligenciar o estilo de vida da mulher e sua evolução ao longo da vida fértil. Tais elementos são importantes para se chegar a um tratamento benéfico e eficiente.

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