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“Nunca se acostume a ter dor”: médica aconselha mulheres com enxaqueca

Mulheres podem ter crises de enxaqueca mais severas que os homens por conta dos hormônios. Saiba o que fazer para tratar o problema

“Nunca se acostume a ter dor”: médica aconselha mulheres com enxaqueca
“Nunca se acostume a ter dor”: médica aconselha mulheres com enxaqueca - Foto: Shutterstock

Aproveitamos a Semana da Mulher para abordar um tema comum aos dois sexos, mas mais desafiador para elas: as crises de enxaqueca. Esta não é uma doença exclusiva do público feminino – contudo, seu quadro costuma ser mais severo, duradouro e frequente, além de acompanhar sintomas associados.

Conforme a médica neurologista Dra. Thaís Villa, isso ocorre por questões hormonais. Acontece que a mulher tem o hormônio estrogênio em grande quantidade, o que é um facilitador da dor nos casos de dor de cabeça. 

“A enxaqueca atinge as mulheres em todas as idades, pois é uma doença hereditária. Isto é, a pessoa nasce com a tendência a ter enxaqueca. Mas é na faixa etária em que a mulher é mais exposta a níveis de estrogênio mais elevados, que vai da adolescência até a idade dos 50 anos, que as crises são mais intensas e debilitantes”, explica a neurologista. 

Muito além da dor de cabeça

A neurologista lembra que a enxaqueca é uma doença muito além da dor de cabeça. Isso porque a condição causa ainda sintomas como:

  • Bastante fadiga e cansaço;
  • Sono com despertadores ou não reparador, ou ainda muita insônia;
  • Bruxismo;
  • Aceleração do pensamento;
  • Ansiedade;
  • Déficit de atenção;
  • Déficit cognitivo com quedas da performance. 

É possível evitar a enxaqueca?

De acordo com a médica, hábitos de vida não causam enxaqueca, visto que a causa da doença é hereditária. Porém, mulheres expostas ao tabagismo, excesso de cafeína na alimentação, obesidade ou índice de gordura corporal alta, têm mais risco de apresentar crises mais severas e frequentes de enxaqueca.

Além disso, há também um maior risco de apresentar AVC (acidente vascular cerebral), principalmente em mulheres jovens com enxaqueca com aura e que usam pílulas anticoncepcionais com estrogênio na composição, alerta a neurologista. 

“Então, uma mulher com enxaqueca deve não fumar, e deve manejar o peso e a gordura corporal. Também é preciso conversar com o neurologista para o diagnóstico do seu tipo de enxaqueca e com o ginecologista para o melhor método contraceptivo para evitar o uso de anticoncepcionais à base de estrogênio”, informa Thaís. 

A busca por um tratamento

Mulheres com dores de cabeça recorrentes associadas a esses quadros, que normalmente são contínuos e crônicos mesmo fora da dor de cabeça no pico, devem procurar um neurologista especialista para o diagnóstico da doença enxaqueca e o tratamento adequado dessa doença.

Infelizmente, essa realidade é rara. Apenas 3% das pessoas com enxaqueca têm um tratamento minimamente adequado,estima a especialista. 

“A maioria das mulheres que sofrem com a doença ficam somente à base de remédios para a hora da dor de cabeça, que não evitam uma próxima crise. Pelo contrário, facilitam que essa crise aconteça e que a doença se torne cada dia mais severa e crônica, incluindo mais picos de dor de cabeça e toda a piora dos sintomas associados”, adverte Thaís. 

Portanto é fundamental procurar um neurologista especialista. Assim, é possível fazer um tratamento da enxaqueca como doença, controlando-a. De preferência num local onde a paciente tenha acesso a profissionais que possam ajudá-la também nas outras doenças associadas à enxaqueca ou fatores de risco, como os já mencionados: o tabagismo, a obesidade, manejo hormonal etc. 

“Que tudo isso seja visto em conjunto para que a mulher controle a enxaqueca e possa ter uma vida plena”, destaca a médica.

Encarando a enxaqueca de frente

Thaís pede para que as mulheres não se acostumem nunca a ter dor. Infelizmente, conforme a especialista, existe um pensamento que a mulher está acostumada a ter dores. Afinal, ela já passa pela dor do parto, porque a mulher sofre com as cólicas menstruais, como se fosse um destino para as mulheres ter dores. Isto é, algo normalizado e banalizado.

“Não! Ser mulher não é ter dor, é sinônimo do feminino com saúde. É completamente possível a mulher ser plena em todas as suas atividades sem nenhuma dor ou doença definir a vida dela”, enfatiza.

A profissional ainda pede: “Não viva esperando a próxima crise ou somente medicando a hora da crise e medicando os sintomas da doença. A enxaqueca é uma doença que tem tratamento eficiente e específico e pode ser completamente controlada, desde que seja manejada por profissionais especialistas que entendam do quadro e possam individualizar o tratamento para você”.

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