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Preta Gil: entenda os sintomas de câncer no intestino

Cantora ficou seis dias internada em hospital do Rio até receber o diagnóstico de adenocarcinoma – tipo de câncer no intestino

Preta Gil: entenda os sintomas do câncer no intestino
Preta Gil: entenda os sintomas do câncer no intestino - Foto: Reprodução Instagram (@pretagil)

A cantora Preta Gil revelou através do seu Instagram, na última terça-feira (10), que recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma na porção final do intestino. Isto é, câncer no intestino – o mesmo diagnosticado em Simony. Preta, de 48 anos, descobriu a doença após sentir desconfortos e precisar de internação no Rio de Janeiro, no último dia 5.

“Estive nos últimos seis dias internada na Clínica São Vicente, no Rio de Janeiro, por conta de um desconforto que vinha sentindo e graças a Deus, hoje recebi um diagnóstico definitivo. Tenho um adenocarcinoma na porção final do intestino. Inicio meu tratamento já na próxima segunda-feira e conto com a energia de todos para seguir tranquila e confiante”, escreveu na publicação.

Câncer no intestino é um dos mais frequentes no Brasil

Os tumores de intestino são todos aqueles que se iniciam tanto na parte do intestino grosso, chamada cólon, como em sua porção final, no reto e ânus. A condição é responsável por cerca de 10% de todos os diagnósticos de câncer no mundo, com 1,9 milhão de novos casos anuais e 935 mil mortes, segundo o levantamento Globocan, da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença ocupa o segundo lugar em volume de incidência, excluindo o câncer de pele não melanoma, em homens e mulheres, e ficando atrás apenas das neoplasias de próstata e mama, respectivamente. A entidade estima que ao longo de 2023 serão identificados 45.630 novos casos de tumores de intestino.

No caso de Preta Gil, o tipo detectado foi o adenocarcinoma que em 90% dos casos se origina a partir de pólipos na região colorretal. Se não identificados e tratados precocemente, esses pólipos sofrem alterações ao longo dos anos e podem se tornar cancerígenos. 

Exame de colonoscopia é um aliado para prevenção e diagnóstico

A principal forma de diagnóstico e prevenção é através do exame de colonoscopia. O procedimento consiste na introdução de um tubinho flexível com uma câmera na ponta no intestino. Essa câmera faz imagens que revelam se há presença de possíveis alterações, permitindo, inclusive, remoção de pólipos e biópsias de lesões suspeitas. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda iniciar o rastreio do câncer de cólon e reto da população adulta de risco habitual na faixa etária de 50 anos. No entanto, muitos países já reduziram essa para 45 anos.

“Grande parte dos tumores de intestino aparece a partir dos chamados pólipos, que são lesões benignas que crescem na parede interna do órgão. Mas, se não identificadas preventivamente, podem evoluir e se tornarem malignas com o passar do tempo. Após os 50 anos de idade, a chance de apresentar pólipos aumenta, ficando entre 18% e 36%. Isso representa um aumento no risco de tumores malignos decorrentes da condição a partir dessa fase da vida e, por isso, ela se estableceu como critério para início do rastreio ativo. Além de detectar esses pólipos, a colonoscopia permite que eles sejam retirados, o que funciona como mais uma forma de prevenir o câncer”, explica a oncologista Renata D’Alpino, co-líder da especialidade de tumores gastrointestinais e neuroendócrinos do Grupo Oncoclínicas.

Ela lembra que determinados indivíduos devem ter atenção redobrada e realizar controles periódicos antes mesmo dos 50 anos. São eles:

  • Pessoas com histórico pessoal de pólipos ou de doença inflamatória intestinal, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn;
  • Pessoas com registros familiares de câncer colorretal em um ou mais parentes de primeiro grau, principalmente se diagnosticado antes de 45 anos.

A médica também alerta: quando descoberto em fase inicial, o câncer colorretal tem taxa de cura acima de 90%.

Sintomas do câncer no intestino

O câncer colorretal, ou câncer no intestino, pode ser uma doença silenciosa e não causar sintomas imediatos. Mas, quando presentes, podem incluir:

  • Alteração nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou estreitamento das fezes, que perdura por alguns dias;
  • Mesmo após a evacuação, não há sensação de alívio, parecendo que nem todo conteúdo fecal foi eliminado (sintoma especialmente sugestivo nos casos de câncer de reto);
  • Sangramento retal (o sangue costuma ser bem vermelho e brilhante);
  • Presença de sangue nas fezes, tornando a sua coloração marrom escuro ou preta;
  • Cólica ou dor abdominal;
  • Sensação de fadiga e fraqueza.

A Dra. Renata aponta que, sobretudo por conta dos tabus que cercam a doença, o tumor só é descoberto tardiamente, diante de sintomas mais severos, como anemia e perda de peso sem motivo aparente. “Apesar do sangue nas fezes ser um indício inicial de que algo não vai bem na saúde, muitas pessoas costumam creditar essa ocorrência a outras causas convencionais, como hemorróidas, por exemplo, e acabam postergando a busca por aconselhamento médico e a realização de exames específicos. Isso faz com que muitas pessoas só descubram o câncer em estágios avançados”, afirma a médica oncologista.

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