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Primavera: veja quais doenças vêm junto com a estação

A estação das flores também costuma ser a estação das alergias. Saiba como prevenir as enfermidades da primavera

Primavera: veja quais doenças vêm junto com a estação
Primavera: veja quais doenças vêm junto com a estação - Foto: Shutterstock

A primavera chegou no fim de setembro trazendo flores, cores, perfumes e… alergias. Elas não são uma exclusividade da estação, mas podem se tornar mais frequentes nesta época do ano por conta das características do clima. É comum, por exemplo, que as pessoas desenvolvam alergia ao pólen nesta época do ano.

Sintomas típicos como coriza, coceira nasal e nos olhos, coceira na pele e espirros podem levar ao diagnóstico de alergia. De acordo com a infectologista pediátrica Dra. Cristiana Meirelles, da Beep Saúde, sprays nasais de corticosteróides, anti-histamínicos e descongestionantes ajudam a aliviar o desconforto.

Além disso, é importante saber o que causa a enfermidade. “O que muitas pessoas desconhecem é que existem inúmeros exames para saber exatamente a alergia desenvolvida”, afirma a médica. Segundo a ela, conforme os sintomas apresentados, o médico responsável saberá qual deles solicitar. 

O exame de sangue de dosagem da imunoglobulina E (IgE) específica, por exemplo, é uma poderosa ferramenta de diagnóstico de alergia. Ele mede a concentração de anticorpos IgE específicos no sangue e pode testar centenas de alérgenos como pólen, mofo, fungos, alimentos, poeiras e pelos de animais”, explica a infectologista.

Doenças mais frequentes na primavera

De acordo com a Dra. Camila Sacchelli Ramos, bióloga e professora de doenças infecciosas e parasitárias da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), doenças respiratórias relacionadas a alergias, algumas viroses e infecções bacterianas estão entre as enfermidades mais comuns da primavera.

“Rinite, que deixa uma coriza e espirros frequentes, e sinusite, com congestão e eventualmente dor de cabeça pelo acúmulo de secreções nos seios da face, podem aparecer com sintomas comuns em pessoas alérgicas”, afirma. Segundo a profissional, há estudos epidemiológicos que observam aumento também na incidência de varicela (catapora), sarampo e conjuntivite.

O que aumenta a incidência de alergias e outras doenças?

A especialista explica que as características ambientais estão associadas a um aumento no caso de alergias e outras doenças. Ela esclarece os principais fatores:

Temperatura

As variações de temperatura, com dias frios na manhã e ao anoitecer e calor mais intenso ao meio-dia, geralmente com baixa umidade, podem provocar uma irritação das mucosas que respondem aumentando a secreção de muco e ativando células do sistema imune.

 “Isso pode explicar sintomas de coriza, congestão e até o risco aumentado para infecções respiratórias, uma vez que o muco retido nos seios da face pode facilitar a colonização e infecção por outros micro-organismos”, explica.

Estação das flores

A baixa umidade e a dispersão de pólen pelas plantas também explicam parte desses sintomas alérgicos e respiratórios, pois o ar que inspiramos é carregado de partículas, as quais podem induzir uma resposta imune de hipersensibilidade, como rinite ou asma, por exemplo

Condições propícias para contaminação ambiental por vírus e bactérias

Conforme Camila, alguns patógenos se mantêm estáveis por mais tempo em condições de temperatura amena como na primavera.

Febre do feno

A alergia ao pólen também é conhecida como febre do feno, e causa espirros, coceira nos olhos e vermelhidão ocular, além de nariz entupido e garganta irritada – velhos conhecidos de quem sofre de rinite. 

Isso porque, de acordo com a otorrinolaringologista e coordenadora de Otorrinolaringologia da Associação Médica Fluminense, Dra. Renata Moura Barizon, a febre do feno nada mais é do que uma rinite alérgica. 

“A febre do feno é um tipo específico de rinite pois está relacionado a alergia ao pólen, portanto evidenciamos frequentemente na primavera. Os sintomas são espirro, coriza, congestão nasal, coceira no olho e na garganta. Ou seja, são os sintomas de rinite alérgica mesmo”, explica.

Conforme a médica, o tratamento inicia com a identificação através de um teste alérgico realizado pelo alergista e identificando o pólen como causa. “Além do tratamento antialérgico, o ideal é não se expor a ventania nesse período, e fechar as janelas para não entrar o pólen na casa”, afirma.

Prevenção

Segundo Renata, nesta época do ano é importante:

  • Fazer acompanhamento médico;
  • Evitar ir a locais com muitas flores e que estejam em “horário de polinização”, como passeios pelas manhãs;
  • Fazer uso corretamente dos medicamentos indicados pelo seu médico;
  • Considerar se vacinar para ajudar seu sistema imunológico.

Além disso, a Dra. Camila Sacchelli recomenda realizar a higienização frequente das mãos, arejar os ambientes internos, remover o pó da casa com aspirador ao invés de vassoura (que levantava poeira), usar roupas adequadas para evitar exposição ao frio ou mesmo o superaquecimento durante a metade do dia. “Para quem tem alergias, recomendo manter as narinas e os seios da face sempre limpos e livres de secreção para evitar infecções secundárias”, aconselha.

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