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Síndrome do Bebê Sacudido: entenda o risco de “lançar” o bebê para o alto

Bebê de cinco meses sofreu hemorragia cerebral supostamente após ser sacudido. Neurocirurgião explica riscos da prática

Síndrome do Bebê Sacudido: entenda o risco de “lançar” o bebê para o alto
Síndrome do Bebê Sacudido: entenda o risco de “lançar” o bebê para o alto - Foto: Shutterstock

Um bebê de cinco meses teve uma hemorragia cerebral e ficou internado por 10 dias após passar mal em uma escola de educação infantil em Estância Velha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A polícia civil apura se o quadro foi provocado pela chamada “síndrome do bebê sacudido”, condição associada ao impacto de movimentos bruscos e em alta velocidade.

De acordo com o médico neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, a síndrome do bebê sacudido ocorre quando um bebê é agitado violentamente. Com isso, o que parece uma brincadeira inofensiva, pode resultar em danos cerebrais devido a movimentos bruscos de flexão e extensão do pescoço que provocam o deslocamento do cérebro dentro do crânio. 

Quais os riscos de sacudir o bebê?

“Movimentos bruscos, como sacudir a criança, podem causar lesões graves”, alerta o médico. Isso porque movimentações bruscas podem levar a danos nos delicados vasos sanguíneos cerebrais, aumentando o risco de hemorragia intracraniana. Isso compromete o fornecimento de oxigênio ao cérebro, podendo causar danos irreversíveis.

Por mais que seja uma brincadeira bastante comum, o Dr. Victor Hugo recomenda uma conduta de tolerância zero sobre sacudir crianças pequenas. “Desde o nascimento, nunca é seguro sacudir um bebê, independentemente da idade”, diz. 

Além disso, o neurocirurgião pede observação constante por parte dos pais e responsáveis. “Sempre supervisione interações entre crianças mais velhas e bebês. É preciso evitar movimentos bruscos”, reforça.

Por fim, o profissional salienta a importância dos pais estarem conscientes sobre os perigos de sacudir o bebê. Para lidar com o choro da criança, por exemplo, ele indica promover técnicas seguras, que não coloquem em risco a integridade física do pequeno.

“É crucial compreender que a fragilidade cerebral dos bebês demanda extrema cautela. Priorizar a segurança e educar sobre práticas seguras desde o início é fundamental para o desenvolvimento saudável e a prevenção da síndrome do bebê sacudido”, destaca.

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