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Ter muita cólica forte não é normal! Saiba se é endometriose

Os sintomas são bastante parecidos, e por isso o diagnóstico da endometriose costuma ser tardio. Saiba identificar os sinais de alerta

Ter muita cólica forte não é normal! Saiba se é endometriose
Ter muita cólica forte não é normal! Saiba se é endometriose - Foto: Shutterstock

A endometriose é um problema comum na saúde feminina, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 180 milhões de mulheres enfrentam o problema no mundo — desse total, sete milhões são brasileiras. Além disso, a doença é a principal causa de infertilidade feminina. 

A médica ginecologista Dra. Mariana Rodrigues, especialista no tratamento da endometriose, explica que a condição se caracteriza pelo crescimento anormal do tecido endometrial em regiões de fora da cavidade uterina. Um dos sintomas mais comuns da doença é uma cólica forte e frequente. No entanto, mulheres sem endometriose também podem sentir esse desconforto. Então, como diferenciar uma cólica menstrual de um quadro de endometriose? 

O primeiro passo é entender que ter tantas cólicas intensas não é normal. “Um dos problemas da endometriose é que existe uma cultura que ter cólica menstrual é normal, mas nem sempre é assim. A mulher que possui cólicas fortes, incapacitantes e progressivas, que em cada ciclo ficam mais intensas, deve atentar-se, pois esse é um dos principais sinais da endometriose”, explica Mariana.

Sinais que podem indicar endometriose

A médica aponta os sintomas que todas as mulheres devem ter atenção para garantir o diagnóstico correto da endometriose. Em caso positivo, é ideal que o tratamento se inicie o mais cedo possível. Além da alteração da cólica menstrual, existem outros problemas que devem ser observados:

  • Sangramento nas fezes;
  • Massa abdominal palpável;
  • Alterações intestinais;
  • Dor para evacuar ou urinar;
  • Dores durantes relações sexuais. 

Caso algum desses sintomas apareça, paralelamente às cólicas, é necessário que a mulher procure um especialista o mais rápido possível, destaca a especialista. 

Tratamento e prevenção

“Temos visto um aumento nos casos de endometriose, o que se deve, principalmente, a fatores externos como exposição a poluentes, agrotóxicos, estresse e falta de exercícios físicos, além do fato de as mulheres estarem preferindo engravidar mais tarde. Todas essas questões podem contribuir para o surgimento e desenvolvimento da doença”, avalia a ginecologista.

Segundo ela, uma alimentação saudável, acompanhada de exercícios físicos e atividades de controle de estresse, contribui não apenas para o tratamento, mas também para a prevenção da endometriose, inclusive do retorno da doença. “Vale lembrar sobre a importância de se ter um acompanhamento médico para tratar a doença”, lembra Mariana.

O tratamento da endometriose pode ser clínico ou cirúrgico. “Para alívio dos sintomas das mulheres que não desejam engravidar e que não têm indicação de cirurgia, fazemos bloqueio hormonal, para cessar a menstruação, orientamos uso de fitomedicamentos, vitaminas e dieta anti-inflamatória. E também temos orientado a prática de atividade física e a fisioterapia pélvica associada à acupuntura”, explica a especialista. 

Segundo Mariana, o tratamento deverá ser realizado ao longo de toda a vida da mulher, para acompanhamento e para evitar a progressão da doença.

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