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Veganismo: crianças podem ser veganas? Nutricionista responde

Nutricionista explica quais impactos o veganismo pode ter no desenvolvimento infantil, e quais as formas de equilibrar os nutrientes essenciais

Veganismo: crianças podem ser veganas? Nutricionista responde
Veganismo: crianças podem ser veganas? Nutricionista responde - Foto: Shutterstock

Frequentemente o debate acerca do veganismo na infância desperta na internet. O modelo de alimentação, que está longe de ser unânime entre os adultos, se torna alvo de discussões ainda mais acaloradas quando envolve crianças. Mas, afinal, será que uma dieta sem qualquer alimento de origem animal pode ser saudável para os pequenos?

Bom, depende. Segundo o nutricionista e professor na Universidade Salgado de Oliveira, Antônio Wanderson Lack de Matos, crianças podem até seguir uma dieta vegana, desde que ela seja estritamente orientada. Isso porque a alimentação deve ser balanceada para contemplar os níveis necessários de macro e micronutrientes.

“Uma dieta vegetariana seria mais indicada. Ainda assim, teria que ter o devido acompanhamento para não faltar nenhum micronutriente e nenhuma fonte de energia essencial para o crescimento”, justifica o especialista.

Veganismo sem acompanhamento pode trazer riscos por toda a vida

O principal risco que o veganismo pode acarretar no desenvolvimento infantil é justamente a falta de alguns micronutrientes essenciais. “Há dificuldades de se encontrar o cálcio, o ferro, vitamina B12 e a fonte de energia necessária. Então precisa-se de muita atenção e ingredientes específicos distribuídos ao longo do dia para poder atingir o mínimo necessário para o desenvolvimento dessa criança”, reforça Antônio.

O nutricionista dá um exemplo: se uma criança vegana não tem um aporte necessário de cálcio e bater a idade adulta com uma densidade óssea menor, quando esse jovem adulto virar para a terceira idade, ele terá uma perda óssea muito grande, o que vai causar imensos impactos na vida útil dessa criança vegana lá na terceira idade. “O cálcio é apenas um exemplo, mas há impactos ao longo da vida”, destaca.

Por que o caso das crianças é diferente dos adultos?

Muitas vezes, os pais podem perceber os benefícios do veganismo no próprio organismo, e impor o mesmo estilo alimentar aos filhos. No entanto, no caso dos pequenos a necessidade nutritiva é completamente diferente.

Em primeiro lugar, Antônio lembra que o estômago da criança não é tão flexível e tão grande quanto o estômago de um adulto, que pode comer uma quantidade maior de alimentos para poder obter a quantidade mínima de energia necessária durante o dia.

Nesse caso, vale destacar que os alimentos de origem animal fornecem uma maior quantidade de energia em um menor volume, o que é muito importante na fase de crescimento. “Já no caso dos vegetais, é preciso consumir uma quantidade muito grande de alimento para poder adquirir essa mesma quantidade de energia”, destaca o nutricionista.

Além disso, os adultos já passaram da fase do crescimento, já têm maturidade óssea e já construíram uma reserva de micronutrientes no organismo, além de uma reserva energética a qual ele consegue usufruir e suprir por longos anos, mesmo com uma dieta deficiente. Coisa que a criança não possui. “O que muda é justamente isso: a fase de amadurecimento em que o organismo se encontra”, enfatiza Antônio. 

“Portanto, é preciso adequar perfeitamente essa dieta para evitar qualquer tipo de deficiência de nutrientes nessa idade. Para um adulto é muito mais fácil levar uma dieta vegana. Já para crianças em fase de crescimento é um ponto a se ver com muitas observações e detalhes”, destaca o profissional.

Veganismo na infância é possível – com os cuidados certos!

O nutricionista enfatiza que os pais têm que procurar orientação caso queiram introduzir o veganismo na dieta da criança. “O ideal seria começar com vegetarianismo e depois partir para um veganismo. Mas, caso queiram, devem incluir alimentos ou fontes de energia densa como o azeite de oliva, o abacate e amêndoas, entre outros concentrados, para poder ter menor volume e maior densidade energética”, recomenda.

Ele destaca ainda a importância de suplementar a vitamina B12, que é de origem animal. Além disso, é preciso ter muita atenção com a questão do cálcio, entre outros. “As folhosas verdes, os superalimentos (que são vegetais densos em micronutrientes) são bem interessantes para se atentar e se adequar”, diz o profissional, lembrando que a capacidade alimentar das crianças é menor que a dos adultos.

O site Guia da Cozinha mostrou duas PANCs (plantas alimentícias não convencionais), que além de nutritivas, podem ajudar a varia no cardápio vegano:

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