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Brasileiro consome metade do cálcio indicado na dieta; veja os riscos

A hipocalcemia, ou falta de cálcio no organismo, é resultado de uma dieta pobre no mineral – o que pode causar uma série de problemas

Brasileiro consome metade do cálcio indicado na dieta; veja os riscos
Brasileiro consome metade do cálcio indicado na dieta; veja os riscos - Foto: Shutterstock

O brasileiro consome, em média, 505 mg de cálcio por dia. O total representa metade do nível recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 1000 mg para pessoas acima de 20 anos. Por isso, o Brasil ocupa a 47ª posição no ranking mundial da carência de cálcio.

A falta desse mineral é preocupante, pois pode causar doenças, como a osteoporose. Vale destacar que o cálcio está presente em 97% das regiões mais rígidas do corpo, como ossos e dentes, os 3% restantes estão nos músculos e na própria corrente sanguínea.

Sinais e consequências da deficiência de cálcio

“A falta de cálcio (hipocalcemia) pode não apresentar sintomas no início, mas com o passar do tempo, alguns sinais de agravamento começam a surgir”, alerta Taciane Oliveira, nutricionista da Vitafor Nutrientes.

De acordo com a especialista, os principais sintomas são:

  • Aumento de peso;
  • Cãibras;
  • Estresse;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Hipertensão arterial;
  • Constipação intestinal;
  • Insônia;
  • Diarreia;
  • Cáries;
  • Unhas quebradiças;
  • Perda de memória.

Taciane destaca que este é um nutriente fundamental que fortalece diariamente o corpo humano, como esclarece a nutricionista. “A longo prazo, a falta de cálcio no organismo provoca doenças graves, principalmente relacionadas aos ossos, como a osteoporose, hipocalcemia, raquitismo ou osteomalácia. Os ossos são uma reserva natural de cálcio, e com a falta do nutriente, as doenças surgem de forma definitiva”, alerta.

Como repor o mineral no organismo

De acordo com a especialista, é possível reverter o quadro da falta do nutriente com uma mudança de hábitos. “Para reverter esse quadro e aumentar a absorção de cálcio pelo organismo, o consumo de alimentos ricos em cálcio e vitamina D (que é essencial na absorção do cálcio), leite, peixe e ovo é uma ação fundamental”, diz Taciane.

Segundo a OMS, para atingir o consumo mínimo de 1000 mg (ou 1 grama) de cálcio por dia, basta consumir 200ml de leite, três fatias de queijo minas e um iogurte natural. “Além disso, o hábito de realizar exercícios regularmente também serve para elevar e fixar a absorção de cálcio nos ossos”, acrescenta a nutricionista.

A profissional sinaliza ainda a possibilidade de suplementar o cálcio, bem como a vitamina D. “Além de uma alimentação rica em cálcio, na hipocalcemia a suplementação de cálcio e vitamina D é essencial para o aumento nos níveis séricos. Mas é sempre importante ter o acompanhamento de um profissional da saúde capacitado, para prescrever as dosagens adequadas e nutrientes que auxiliam nesta absorção e reposição”, destaca.

O cálcio e a vitamina D 

É importante frisar que o consumo da Vitamina D é tão importante quanto o de cálcio, como afirma Taciane. “A vitamina D tem diversos benefícios ao nosso corpo, como regular a absorção de cálcio e fósforo pelo organismo, manter o cérebro funcionando; fortificar ossos, dentes e músculos. Para as mulheres, é fundamental na prevenção da osteoporose. Sua ausência, por outro  lado, pode ocasionar várias doenças, como infecções virais e bacterianas, doenças inflamatórias intestinais, doenças autoimunes, cardiovasculares e neurodegenerativas”, alerta.

Por ter a mesma importância, ela também precisa de reposição diária, como explica a nutricionista. “A Vitamina D não é sintetizada pelo organismo, por isso precisa ser adquirida por fontes externas como exposição à luz solar, alimentos fontes de vitamina D e, principalmente, suplementos”, diz ela. 

Os benefícios, segundo a profissional, são inúmeros para os ossos, sistema imunológico, prevenção do envelhecimento precoce, prevenção contra o câncer, contra a depressão, doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, esclerose múltipla, artrite, lúpus, entre outras doenças. “Em mulheres grávidas, a vitamina D diminui o risco de aborto e a má formação do feto”, acrescenta.

Enquanto muitas pessoas evitam o sol, Taciane recomenda que elas busquem por ele. No entanto, vale reforçar a importância de proteger a pele contra os raios solares. Por isso, aplique protetor solar.

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