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Cara de Sapato revelou usar CBD; qual a diferença para a maconha?

Participante do BBB 23 negou utilizar cigarros eletrônicos e a ingestão de THC. Saiba a diferença do CBD para essas substâncias

Cara de Sapato revelou usar CBD; qual a diferença para a maconha?
Cara de Sapato revelou usar CBD; qual a diferença para a maconha? - Foto: Shutterstock

Enquanto alguns participantes do Big Brother Brasil 23 conversavam sobre cigarro eletrônico, Cara de Sapato, lutador de jiu-jitsu, revelou que utilizava CBD (canabidiol). “Não é maconha”, afirmou o brother, destacando que não consumia o THC (tetrahidrocanabinol), substância que dá o “barato”. Ele já revelou anteriormente que sofre com Síndrome de Tourette, além de crises de ansiedade. No entanto, não deixou claro se usava o canabidiol para tratar as condições. Embora o tratamento seja útil. 

O Dr. Pedro Alvarenga, médico endocrinologista e consultor da Ease Labs Pharma, explica que, a priori, a presença de THC não define se o produto é danoso ou não. “Isso porque tanto o CBD quanto o THC possuem indicações médicas. Dessa forma, a definição do melhor tratamento deve ser feita pelo médico prescritor. Como exemplificação, em pacientes com quadros de dores neuropáticas, usualmente lançamos mão de produtos ricos em THC. Diferentemente, por exemplo, do tratamento de epilepsia, em que o canabidiol é utilizado em produtos que contenham o CBD isolado”, explica. 

Entretanto, existe sim uma modalidade de uso inalatório de produtos de cannabis, ainda não permitida no país – os chamados vapes. “Diferentemente dos cigarros eletrônicos, que usam fluidos, os vaporizadores são aparelhos que aquecem o produto e fazem os canabinoides e terpenos – substâncias presentes na Cannabis – evaporarem para serem inalados. Isso permite que eles entrem na corrente sanguínea pelos pulmões”, esclarece o especialista.

Vale ressaltar que, na maioria das vezes, o uso por via oral dos produtos de cannabis é o mais indicado. Isso por conta da facilidade posológica e a segurança, comenta o médico. “No Brasil, é permitida a produção de tratamentos de cannabis na sua forma de solução oral, seguindo as normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso garante segurança e qualidade, seguindo rigorosos processos na fabricação”, destaca o profissional.

Afinal, qual a diferença entre o CBD e o THC?

Tanto o CBD quanto o THC são fitocanabinoides de grandes concentrações na cannabis – ambos com potenciais terapêuticos. Dessa forma, mesmo fazendo parte da mesma planta, os efeitos de cada um deles em nosso organismo é particular, explica o Dr. Pedro. Mas, novamente, é o THC quem dá o “barato” da maconha. Já o CBD se destaca pelo seu potencial medicinal.

“O CBD possui potenciais reconhecidos como anticonvulsivante, anti-inflamatório e ansiolítico. Além disso, há evidências positivas na neuroproteção e no sistema imunológico, com estudos em fase pré-clínicas – ou seja, em pesquisas de laboratório. De maneira sumária, o canabidiol pode ser indicado para o tratamento de dores, problemas neurológicos e psiquiátricos”, informa o especialista. 

Ele destaca, no entanto, que apesar das substâncias serem benéficas para a nossa saúde e qualidade de vida, é fundamental que sempre haja o acompanhamento médico para o tratamento com produtos de Cannabis.

Cigarro comum ou maconha: qual o mais prejudicial à saúde?

Diferentes estudos têm ido em direções contrárias ao apontar que a cannabis é mais ou menos danosa que o cigarro convencional. Em novembro de 2022, pesquisadores da Universidade e do Hospital de Ottawa, no Canadá, publicaram um estudo em que afirmavam que a maconha pode danificar mais os pulmões do que o cigarro. Para chegar a essa conclusão, eles examinaram radiografias de tórax de 56 fumantes de maconha. Além dele, 57 não fumantes e 33 fumantes apenas de tabaco entre 2005 e 2020.

Porém, outro estudo, dessa vez publicado na Respiratory Medicine, apontou que o uso fumado de maconha não está associado a alterações da função pulmonar em adultos jovens, mesmo após anos de uso. Nesse caso, os pesquisadores submeteram os participantes a uma avaliação de espirometria (exame que mensura a quantidade e fluxo de ar que entra e sai dos pulmões), bem como preencheram um questionário sobre tabagismo e uso de cannabis, aos 21 anos e 30 anos de idade.

Afinal, é possível afirmar que a substância oferece mais ou menos danos? Para o Dr. Pedro Alvarenga, essa é uma pergunta extremamente comum. “Reforçamos que os cigarros convencionais não apresentam nenhuma propriedade terapêutica, assim como os cigarros eletrônicos. Dessa forma, apesar da cannabis possuir amplas propriedades terapêuticas, a modalidade conhecida do uso medicinal por via inalatória é por vaporização, e não do uso fumado da substância”, destaca o especialista. 

Isso porque, diferentemente do processo de combustão que ocorre ao fumar, as temperaturas mais baixas proporcionadas pelo vaporizador evitam a produção de toxinas ligadas à fumaça, reduzindo, assim, os riscos inerentes ao fumo, como alterações pulmonares, tosse crônica e outras doenças associadas ao tabaco.

Cannabis medicinal no Brasil

O médico informa que a Anvisa, buscando atender a uma demanda existente de médicos e pacientes, criou uma nova categoria específica, a de Produtos de Cannabis – por meio da RDC 327 – que estabelece requisitos para o desenvolvimento, produção e comercialização desses produtos para fins medicinais no Brasil, por indústria farmacêutica devidamente certificada. 

“Os produtos de cannabis autorizados para utilização são apenas aqueles por via oral ou nasal, cuja venda deve ser feita exclusivamente por farmácias e somente mediante apresentação de receita médica de controle especial – a receita azul –, prescrita por profissionais médicos legalmente habilitados. Isso garante um maior controle de qualidade e segurança do produto, tanto para médicos quanto para pacientes, ao seguir rigorosos processos exigidos pelo órgão regulador brasileiro”, afirma.

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