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Corpo estranho no olho: o que fazer e quais os riscos para a visão?

Seja um trauma ou a presença de um corpo estranho, a região dos olhos exige atenção e cuidados redobrados

Corpo estranho no olho: o que fazer e quais os riscos para a visão?
Corpo estranho no olho: o que fazer e quais os riscos para a visão? - Foto: Shutterstock

Os olhos estão entre os órgãos mais sensíveis do nosso corpo, e também entre os mais expostos. Por isso, acidentes oculares são bastante comuns, e podem facilmente apresentar riscos à visão.

Segundo a médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Cuiabá, Dra. Isadora Meyer, dentre os acidentes mais comuns atendidos na instituição, estão a presença de corpo estranho (ciscos) na superfície ocular, além de traumas oculares ou perioculares, que podem lesar a superfície dos olhos ou até mesmo as estruturas intraoculares. 

“Entre as crianças, os traumas são os mais comuns, geralmente, resultantes de quedas ou de choque de objetos na região periocular”, acrescenta.

O que fazer no caso de um corpo estranho no olho?

A primeira conduta, de acordo com a oftalmologista, é lavar os olhos e a região periocular com soro fisiológico ou água limpa, seja em caso de contusões ou, principalmente, em caso de traumas com areia, líquidos ou materiais diversos na superfície dos olhos. 

“Isso ajuda a remover ou diluir o produto que está em contato com a superfície dos olhos, minimizando as lesões. Em seguida, procurar atendimento oftalmológico o quanto antes, para investigar e tratar possíveis lesões”, recomenda.

Riscos

A presença de um corpo estranho no olho pode vir a prejudicar a visão em caso de lesões que causem cicatrizes, o que pode diminuir a transparência das estruturas dos olhos, atrapalhando a entrada da luz nos mesmos. “Essas opacidades podem ocorrer na superfície do olho ou mesmo dentro dele, como é o caso da catarata traumática, muito comum em casos de traumas oculares graves”, explica Isadora. 

Em casos de traumas mais graves, também pode ocorrer a destruição do globo ocular ou de partes dele, atrapalhando o funcionamento da visão. Além disso, o tratamento inadequado pode aprofundar as lesões, causando sequelas mais graves, ou evoluir para infecção das lesões, aumentando a gravidade do problema.

Em se tratando de crianças, as opacidades oculares que podem advir de acidentes podem ser ainda mais prejudiciais, pois podem comprometer o desenvolvimento da visão. “Nossa visão se desenvolve até os oito anos de idade, de forma que, se, por algum motivo (acidental ou congênito), o olho da criança apresentar opacidades, sejam na superfície ou dentro do olho, a visão não se desenvolverá. Ou seja, se essa opacidade não for resolvida até os 8 anos, haverá prejuízo irreversível da visão”, alerta.

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